Vídeo flagra homem deixando comida antes de cachorra morrer envenenada em Apiaí
Vídeo flagra homem deixando comida antes de cachorra morrer

Uma cachorra da raça spitz alemão, chamada Amora, de dois anos, morreu com suspeita de envenenamento dentro da própria casa, em Apiaí, no interior de São Paulo. Imagens de câmera de segurança obtidas pelo g1 mostram o momento em que um homem deixou uma lata na garagem do imóvel. Em seguida, a cadela comeu o conteúdo do recipiente.

O caso aconteceu na Rua Marcionilio de Brito, no bairro Alto da Tenda. A tutora de Amora, Gabriele Müzel Lima, de 23 anos, contou que saiu de casa por volta das 5h30 de quarta-feira (22). Enquanto estava fora, ela recebeu uma notificação da câmera de segurança informando que havia uma pessoa na garagem da residência.

Tutora acionou a Guarda Civil Municipal

"Logo eu entrei para olhar e me deparei com a cena. No mesmo momento em que vi, acionei a Guarda Civil Municipal (GCM)", contou Gabriele. Segundo a tutora, equipes da GCM foram até o endereço, mas não localizaram o suspeito. Em seguida, um amigo da tutora foi até a casa para verificar como Amora estava e enviou vídeos mostrando que, naquele momento, ela ainda estava bem.

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As imagens mostram o homem passando outras vezes em frente à casa para verificar a lata deixada na garagem. Em determinado momento, ele chegou a assustar a cadela. Depois, Amora voltou ao recipiente, comeu todo o conteúdo e não apareceu mais no vídeo.

Tutora encontrou vômitos e cachorra morta

Gabriele retornou por volta das 22h e encontrou vômitos espalhados pelos cômodos da casa, além da lata deixada pelo homem na garagem, já vazia. Amora foi encontrada morta em um dos quartos, com espuma na boca.

A tutora afirmou que o homem, que não teve a identidade divulgada, é vizinho dela. A mulher acrescentou que se mudou para o imóvel há aproximadamente um mês e que, já na primeira semana, ele ameaçou a família dela sem motivo aparente. "Fazia um mês que estava morando naquele local e ele veio nos ameaçar. Acho que só para arrumar confusão mesmo", lembrou ela.

Tutora clama por justiça

Gabriele afirmou que Amora nunca tinha apresentado problemas de saúde que justificassem a morte súbita. "Está sendo muito doloroso. Tudo o que mais quero é justiça por ela e por todos os animais indefesos. Eles são muito inocentes", lamentou a tutora.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que caso foi registrado como praticar ato de abuso a animais na Delegacia de Polícia de Apiaí, e será investigado. O corpo de Amora foi encaminhado ao setor de zoonoses da cidade.

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