O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, é o relator da representação protocolada pelo Partido Liberal (PL) que solicita a investigação de um suposto esquema de perfis nas redes sociais da Meta financiados para atacar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi confirmada ao g1 por uma fonte com acesso ao sistema PJE (Processo Judicial Eletrônico).
Reunião no TSE e detalhes do caso
Nesta segunda-feira (20), o coordenador de campanha do pré-candidato, senador Rogério Marinho (PL-RN), e a coordenadora jurídica do partido, Maria Cláudia Bucchianeri, estiveram no TSE para uma reunião com o presidente Nunes Marques e depois falaram com jornalistas. O caso está sob segredo de justiça devido à investigação em curso, segundo os integrantes da campanha de Flávio.
Mesmo que não tivesse sido sorteado relator, Nunes Marques ainda seria o ministro responsável por receber a equipe de Flávio por causa do recesso judiciário. Neste período, em que prazos processuais e audiências são suspensos, cabe ao presidente de plantão lidar com casos urgentes.
Descoberta do esquema e alvos
De acordo com Bucchianeri, a campanha descobriu o esquema por acidente enquanto monitorava anúncios pagos na Meta. A aparição de perfis “muito pequenos, recém-criados, que estavam fazendo contratações de R$ 200 mil” chamou a atenção da equipe. Rogério Marinho disse a jornalistas que, além de Flávio, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC) também são alvos. Segundo ele, foram identificados mais de 20 mil perfis. Destes, alguns teriam sido criados e financiados fora do Brasil.
Pedido de investigação e próximos passos
A liminar protocolada no tribunal pede a investigação do caso, a retirada do ar dos perfis e a quebra de sigilo para “se apure quem está por trás disso”. O TSE proíbe o impulsionamento de conteúdos de ataque a candidatos, mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral. Marinho declarou que Nunes Marques se comprometeu a tomar uma decisão “o mais rápido possível”. Ele explicou que, como os perfis somem rapidamente, a “agilidade” do tribunal é necessária. Ainda segundo Marinho, cabe ao presidente do TSE determinar qual órgão será responsável pela investigação: Polícia Federal, Ministério Público Federal ou outro.



