Três suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por sequestros, torturas, homicídios, cárcere privado, extorsão e ocultação de cadáver foram presos durante a Operação Libertatis, deflagrada pela Polícia Civil, nesta terça-feira (2), em Eunápolis, no extremo sul da Bahia. Segundo a polícia, um dos investigados foi localizado e preso durante o cumprimento dos mandados judiciais. Outros dois alvos já estavam custodiados no Conjunto Penal de Eunápolis por crimes distintos e tiveram novas ordens de prisão cumpridas por envolvimento nos ocorridos. Outros quatro suspeitos não foram encontrados e são considerados foragidos da Justiça.
Investigação e resgate da vítima
A operação é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia Territorial de Eunápolis após o resgate de um motorista por aplicativo de 33 anos, vítima de sequestro, tortura, extorsão e cárcere privado. Conforme as investigações, o motorista foi sequestrado na noite de 6 de março deste ano, depois de atender uma corrida com destino ao bairro Parque da Renovação. A vítima teria sido levada para uma área de mata utilizada pelo grupo criminoso como um "tribunal do crime", onde permaneceu sob violência física e psicológica.
Após diligências, equipes da Polícia Civil conseguiram localizar o cativeiro e resgatar o homem com vida. Durante a ação, os suspeitos teriam atirado contra os policiais antes de fugir por uma área de vegetação. Com o avanço das investigações, os policiais identificaram os envolvidos e reuniram elementos que embasaram os pedidos de prisão e de busca e apreensão autorizados pela Justiça.
Mandados e apreensões
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros Pequi, Moisés Reis, Parque da Renovação, Juca Rosa, Centauro e Antares. Durante as diligências, os agentes apreenderam celulares, computadores e outros materiais considerados relevantes para a investigação. A operação contou com a participação de equipes da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (Neam), do Gatti Descobrimento e de unidades da Polícia Militar.
Os suspeitos presos agora estão à disposição da Justiça, enquanto as buscas pelos foragidos continuam. A Polícia Civil não descarta novas prisões relacionadas ao caso.



