Mulher trans espancada em estacionamento após discussão sobre tempo de vaga
Trans espancada em estacionamento após briga por tempo

Agressão em Frutal

Uma funcionária trans do estacionamento rotativo Flow Parking foi espancada na quinta-feira (30) na avenida Coronel Delfino Nunes, em Frutal, Minas Gerais. O ataque ocorreu após um desentendimento com um motorista sobre o tempo de tolerância da vaga. O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Motivo da discussão

Segundo a Polícia Militar (PM), a corporação foi acionada pelo telefone 190 após denúncia de que uma funcionária do estacionamento havia sido agredida por um motorista. Conforme o boletim de ocorrência, a discussão começou quando o motorista contestou o horário registrado no tíquete do estacionamento. Ele alegou que havia diferença entre o horário anotado pela funcionária e o momento em que estacionou o veículo. O homem também afirmou aos policiais que havia sido agredido pela funcionária.

Versão da vítima

A vítima, por sua vez, disse que apenas colocou o tíquete no veículo e, ao ser questionada sobre o tempo de tolerância, orientou o motorista a procurar a sede da empresa para esclarecer a situação. Segundo o relato da funcionária, durante a discussão o motorista passou a se referir a ela com pronomes masculinos. A funcionária, que é uma mulher trans, pediu para ser tratada no feminino. Conforme o boletim de ocorrência, nesse momento o homem se exaltou e passou a agredi-la.

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Imagens da agressão

As imagens mostram o momento em que a funcionária caiu no chão e foi agredida com chutes pelo suspeito. Testemunhas prestaram apoio à vítima e acionaram a Polícia Militar. O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotados os procedimentos legais. A funcionária permanecia em atendimento médico até a última atualização desta reportagem.

Posicionamento da empresa

Em nota, a Flow Parking informou que repudiou a agressão contra a funcionária, prestou apoio à vítima e adotou as medidas cabíveis junto às autoridades. A empresa não divulgou detalhes adicionais sobre o caso.

Investigação

O g1 questionou a Polícia Civil sobre a investigação do caso, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. A TV Integração também procurou a Prefeitura de Frutal para saber se o município se manifestaria sobre o caso, mas ainda aguardava retorno. A violência contra pessoas trans é uma preocupação constante no Brasil, e o caso reacende o debate sobre a necessidade de políticas de proteção e respeito à identidade de gênero.

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