Um intenso tiroteio no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, resultou no fechamento de escolas e unidades de saúde, além de alterar o transporte público e a rotina dos moradores. A operação da Polícia Militar, realizada por policiais do 1º BPM (Venda da Cruz/São Gonçalo), já apreendeu três fuzis, prendeu dois suspeitos e deixou um homem ferido.
Confronto se estende por mais de seis horas
Moradores relataram que os confrontos começaram pela manhã e se estenderam por mais de seis horas, com troca de tiros intensa em várias ruas do complexo. O barulho constante de disparos assustou a população, que precisou se abrigar em casa. Escolas municipais e estaduais localizadas nas proximidades suspenderam as aulas, e unidades básicas de saúde fecharam as portas para garantir a segurança de pacientes e funcionários.
Transporte público e comércio afetados
Linhas de ônibus que passam pela região tiveram seus itinerários desviados ou foram temporariamente suspensas, deixando muitos passageiros sem transporte. O comércio local também fechou as portas durante o período de maior tensão. A Polícia Militar ainda não divulgou o objetivo específico da operação, mas informou que as ações continuam na área.
Até o momento, além das apreensões e prisões, um homem ferido foi encaminhado para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. Seu estado de saúde não foi divulgado. A PM não confirmou se o ferido é suspeito ou morador atingido acidentalmente.
Impacto na comunidade escolar e na saúde
A Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo confirmou que pelo menos três escolas municipais permaneceram fechadas durante o dia, afetando centenas de alunos. Já a Secretaria Municipal de Saúde informou que duas unidades de saúde interromperam o atendimento, redirecionando os casos de emergência para outros postos da cidade.
Moradores do Complexo do Salgueiro, que já sofrem com a violência recorrente na região, cobram ações mais efetivas do poder público para coibir a criminalidade sem colocar em risco a vida da população civil. Até o fechamento desta reportagem, a operação policial seguia em andamento, e não havia previsão de normalização total dos serviços na área.



