Tiroteio intenso em operação contra tráfico no Santa Marta
Tiroteio em operação no Santa Marta prende seis

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro para prender traficantes no Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul, resultou em um intenso tiroteio na manhã desta terça-feira (23). Até a última atualização, seis pessoas haviam sido presas, e oito alvos já estavam encarcerados. A ação faz parte da Operação Contenção, que visa cumprir 44 mandados de prisão contra integrantes do tráfico na comunidade.

Aumento de 650% no número de fuzis

De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), o número de fuzis em circulação no Santa Marta aumentou 650%. A comunidade, que antes tinha quatro armas desse tipo, agora tem pelo menos 30 fuzis mapeados na região. A Polícia Civil não especificou o período exato de aquisição dessas armas. As informações fazem parte de uma investigação iniciada em 2024.

“Nesse procedimento conseguimos demonstrar que Mexicano foi o responsável por aumentar o quantitativo de fuzis na região. Era uma região que tinha 4, 5 fuzis, e hoje temos mapeamento de pelo menos 30 fuzis naquela região”, afirmou o delegado Paulo Saback.

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Responsável pelo arsenal é procurado

Segundo a Polícia Civil, o responsável pelo aumento do arsenal é Francisco Rafael Dias da Silva, conhecido como Mexicano. A DRE afirma que ele assumiu o comando das atividades criminosas no Santa Marta e ampliou o poder bélico da facção. Mexicano não foi localizado durante a operação e já é considerado foragido.

As investigações também apontam que a organização criminosa é chefiada por Ronaldo Pinto Lima e Silva, o Ronaldinho Tabajara. Preso em uma penitenciária federal de segurança máxima em Brasília, ele continua dando ordens ao grupo, segundo a polícia. “Mesmo preso, ele consegue emitir direcionamentos para que a atividade criminosa continue perpetuando naquela área. Ele emite ordens, participa de deliberações gerais. Não só naquela localidade, mas em outras também. Há exemplos de determinação de roubos e crimes patrimoniais em toda a capital fluminense”, disse Saback.

Tiroteio atinge ônibus e moradores

Durante a ação, um passageiro de um ônibus que passava pela Rua São Clemente foi baleado na perna. Um grupo que foi acompanhar o nascer do sol no mirante no alto da favela ficou preso por causa dos disparos. Imóveis vizinhos também ficaram com marcas de balas, como a Igreja Metodista e um prédio residencial.

Vigilância por drone flagra criminosos armados

Imagens registradas por drones da instituição durante a investigação mostram homens armados circulando livremente pela comunidade. Em um dos flagrantes, um homem com um fuzil aparece caminhando por uma rua próxima a uma feira livre. Em outro, um criminoso é visto em uma laje ao lado de uma criança. Os equipamentos também registraram a movimentação em pontos de venda de drogas. Segundo a polícia, uma das imagens mostra uma boca de fumo funcionando nos fundos de uma casa.

Ao longo da investigação, a DRE identificou pontos de venda de drogas, áreas de contenção armada e seteiras — muros vazados para permitir que traficantes atirem. Segundo Saback, o Santa Marta é considerado estratégico para o crime organizado por causa da circulação de turistas e visitantes. “A atividade de venda de entorpecentes é grande e rentável naquela localidade”, declarou.

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