O terceiro acusado de participar do assassinato de um casal de idosos com cortes no pescoço em uma propriedade rural em Penápolis (SP) foi condenado a 60 anos de prisão. A sentença foi proferida no dia 25 de maio deste ano, e o crime ocorreu em julho de 2024. Luiz Henrique Soares de Lima foi condenado por latrocínio, roubo seguido de morte, com agravantes de meio cruel e vítimas maiores de 60 anos.
Outros condenados
Os outros dois comparsas, Willian Bertoldi de Souza e Luiz Carlos Soares de Lima, já haviam sido sentenciados a 60 anos de prisão cada um. Todos os três respondem pelo mesmo crime bárbaro que chocou a cidade de Penápolis.
Julgamento desmembrado
Luiz Henrique foi julgado separadamente porque sua defesa sustentava a tese de insanidade mental, alegando que o réu não tinha condições plenas de entender o crime. Por isso, o processo foi desmembrado. Ele chegou a ficar internado em uma instituição de saúde para avaliação psiquiátrica.
Na sentença, o juiz destacou: “Não há espaço para reconhecimento de semi-imputabilidade quando o próprio laudo técnico, elaborado por profissionais habilitados e com base em exame direto do acusado, atesta a plena capacidade de entendimento e autodeterminação ao tempo da ação”.
Prisão e recursos
Os condenados responderam ao processo presos e não podem recorrer em liberdade. A defesa do trio ainda não se manifestou sobre as condenações.
O crime
O corpo de Ana Maria Soares Buranello foi encontrado em um dos quartos, e o de Gabriel Buranello na cozinha da propriedade rural. Após cometerem o crime, os criminosos fugiram com o carro do filho do casal, que estava no local. O crime foi descoberto pelo filho, que foi até a propriedade para tomar café da manhã com os pais.
Na ocasião do assassinato, as vítimas abriram a porta e deixaram que os homens entrassem na residência porque um dos investigados havia trabalhado como caseiro para elas. Eles foram presos no mesmo dia, logo após o crime. A faca usada pelos criminosos foi apreendida como prova.



