Tia denuncia tentativa de sequestro de recém-nascida em Teresina
Tentativa de sequestro de recém-nascida em Teresina

Na tarde de segunda-feira (6), uma recém-nascida foi alvo de uma tentativa de sequestro na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI). O tio da bebê, Marcos Lima, expressou alívio pelo retorno da criança para casa. "A sensação é de alívio. Se a gente for pensar que nesse momento a gente poderia nem saber onde ela estava. A gente pode sorrir. Não poderíamos sorrir se tivesse acontecido o pior. Aconteceu, mas ela está aqui e bem com a gente", disse o familiar.

Investigação e afastamento da suspeita

A Polícia Civil investiga o episódio como tentativa de sequestro. A técnica de enfermagem apontada como suspeita foi afastada das funções pela maternidade nesta terça-feira (7). O delegado Hugo Alcântara afirmou ao g1: "As diligências já estão em curso. A priori estamos tratando como tentativa de sequestro. A pessoa já está identificada e o vínculo funcional é que ainda estamos verificando para ter certeza." A polícia não confirmou se a suspeita já prestou depoimento ou se há mandado judicial.

Relato da mãe: abalo psicológico e falta de apoio

A mãe da recém-nascida, que pediu anonimato, disse ao g1 que o episódio abalou profundamente a família. "Meu psicológico está acabado. Minha cabeça está a mil, porque eu nunca pensei que isso ia acontecer. Sempre falavam que era uma maternidade segura, e eu pensei que estava segura lá", declarou. Segundo ela, enquanto se recuperava do parto no quarto, sua irmã acompanhava a bebê em exames de rotina. "Eu não consegui dormir durante a noite porque ela chorou muito. Quando acordei, já vi uma mulher diferente com a bebê no colo e minha irmã chorando do lado de fora. Eu não estava entendendo nada. Ela nem queria me contar para eu não ficar pior, mas depois explicou tudo. Fiquei sem reação", contou.

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A jovem relatou que, após o ocorrido, foi levada com a família para uma sala da maternidade, onde recebeu atendimento psicológico. Durante a conversa, segundo ela, uma psicóloga teria pedido que a mãe "ajudasse a maternidade". A irmã interrompeu a conversa por considerar o pedido inadequado. A família deixou a unidade por uma saída nos fundos, evitando a imprensa que aguardava na entrada principal. Desde a alta, ninguém da maternidade entrou em contato para dar esclarecimentos. A família também pediu acesso às imagens das câmeras de segurança, mas, segundo a mãe, o material não foi apresentado.

Nota da maternidade e do Coren-PI

A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa informou que registrou Boletim de Ocorrência e está colaborando com as autoridades, fornecendo imagens do circuito interno. A instituição afirmou que a mãe, o bebê e a acompanhante receberam suporte da gestão e assistência multiprofissional. A profissional suspeita foi afastada até a conclusão das investigações. O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) declarou que acompanhará o caso e adotará medidas cabíveis para apurar a conduta da profissional.

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