A Polícia Militar do Distrito Federal expulsou o ex-major Nelimar Nunes de Sousa, condenado por chefiar um esquema de propina envolvendo donos de transporte pirata nas regiões de Itapoã e Paranóa. A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (1º). Com a expulsão, o ex-major perdeu o posto, a patente e os direitos da reserva remunerada.
Esquema de propina e condenação
Segundo o Ministério Público, o grupo liderado pelo ex-major recebia até R$ 30 mil por mês para não multar os donos de lotações ilegais. Cada motorista pirata pagava cerca de R$ 150 por semana para continuar operando sem ser multado. Pelo menos 50 motoristas participavam do esquema.
Os policiais que não aceitavam pagar a propina eram alvo de fiscalização reforçada, com retenção prolongada de documentos e aplicação de diversos autos de infração.
Investigação e processo administrativo
A PMDF afirmou, em nota, que a apuração dos fatos foi iniciada pela corregedoria-geral da corporação, que conduziu o procedimento administrativo. A instituição reafirmou "seu compromisso com a legalidade, transparência e a responsabilização das condutas incompatíveis com os valores da instituição." O g1 tenta localizar a defesa de Nelimar Nunes de Sousa.
Histórico do caso
Em 2018, Nelimar e mais quatro policiais militares chegaram a ser presos, mas foram soltos no ano seguinte, com a restrição de usar tornozeleiras eletrônicas por 90 dias. Após a condenação, quatro dos PMs perderam a patente em 2024 – menos Nelimar, que agora foi expulso.



