Tenente da Rota foi monitorado por 4 meses antes de atentado
Tenente da Rota monitorado por 4 meses antes de ataque

A esposa do tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, afirmou nesta quinta-feira (2) que a família tem vivido "um milagre a cada dia" durante a recuperação do policial militar, baleado na cabeça em um atentado ocorrido no último sábado (27), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.

Em uma publicação nas redes sociais, Cintia Pimentel compartilhou uma foto ao lado do marido e agradeceu pelas orações recebidas desde o ataque. "Você é minha vida! Essa sempre vai ser minha foto preferida, não tem como esconder um olhar apaixonado quando o amor que nutro por você é minha maior motivação! Eu te amo mais que a mim mesma e essa luta estamos vencendo juntos. Estamos vivendo um milagre a cada dia!", escreveu.

Quadro clínico apresenta evolução

Ronickson segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Segundo o boletim médico mais recente divulgado pela Polícia Militar, o oficial apresentou sinais de evolução clínica, com redução da necessidade de medicamentos para controle da pressão arterial e resposta satisfatória ao tratamento neurológico.

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"Entre as notícias positivas, destaca-se a suspensão da medicação para suporte da pressão arterial, mantendo estabilidade clínica por conta própria. Os exames também indicam boa resposta ao tratamento, sem novas complicações", diz o último boletim.

Na terça-feira (30), a esposa disse em suas redes sociais que a família estava confiante na recuperação do tenente. "Seguimos esperançosos com as pequenas melhoras do seu quadro, celebrando cada passo da recuperação e confiando que Deus continuará conduzindo esse processo", escreveu na ocasião.

Relação com caso Eloá Pimentel

Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Cristina Pimentel, adolescente de 15 anos que foi assassinada em outubro de 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, após mais de 100 horas de cárcere privado em Santo André. O caso teve grande repercussão nacional e se tornou um dos crimes mais conhecidos da história recente do país.

Investigação aponta planejamento do ataque

A investigação da Polícia Civil aponta que o ataque contra o policial foi planejado durante cerca de quatro meses. Segundo os investigadores, os criminosos monitoraram a rotina do tenente desde fevereiro e já identificaram ao menos um dos suspeitos de participação direta nos disparos.

Câmeras de segurança registraram o momento do atentado. As imagens mostram Ronickson parado em um semáforo da Avenida Goiás quando dois homens em uma motocicleta se aproximam e efetuam os disparos. Na sequência, a dupla foge. Outras imagens analisadas pela polícia indicam que o oficial vinha sendo seguido desde que deixou uma academia, reforçando a hipótese de monitoramento prévio.

As investigações também apontaram que a motocicleta usada pelos atiradores havia sido roubada em março, na Zona Sul da capital paulista, e circulava com placa clonada.

Suspeitos presos e morto em confronto

Até o momento, dois suspeitos foram presos por participação no crime. Na quarta-feira (1º), um homem apontado como possível participante indireto do atentado morreu após trocar tiros com policiais da Rota em Guaianases, na Zona Leste da capital. A Secretaria da Segurança Pública informou que a eventual ligação dele com o ataque ainda é investigada pela Polícia Civil.

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