Taxista pirata preso em Copacabana por golpes com maquininha adulterada
Taxista pirata preso em Copacabana por golpes

Prisão em flagrante na Zona Sul do Rio

Um homem foi preso em flagrante nesta quarta-feira (29) suspeito de aplicar golpes em passageiros que utilizavam um táxi pirata na Zona Sul do Rio de Janeiro. Raphael do Nascimento Abreu, de acordo com a Polícia Civil, usava uma máquina de cartão adulterada para cobrar valores superiores aos exibidos aos clientes, causando prejuízos que somam milhares de reais.

Investigação e monitoramento eletrônico

A prisão foi realizada por agentes da 15ª DP (Gávea) com apoio da Civitas, central de inteligência e monitoramento da Prefeitura do Rio. O suspeito foi localizado e abordado em Copacabana após investigações baseadas em registros de ocorrência feitos por vítimas. Os investigadores identificaram o veículo utilizado e confirmaram que, embora caracterizado como táxi, ele não possuía autorização da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) para operar o serviço.

No dia 14 de julho, o carro passou a ser monitorado pelo Cerco Eletrônico da Civitas Rio. Desde então, o sistema emitiu 686 alertas de circulação, indicando a movimentação do suspeito. De acordo com a Prefeitura, os dados revelaram que Copacabana era a principal área de atuação, especialmente a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, e que o período da tarde concentrava a maior parte dos deslocamentos.

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Abordagem e apreensão

Nesta quarta-feira, um novo alerta em tempo real apontou a passagem do carro pela avenida, permitindo que os policiais localizassem e abordassem o motorista em Copacabana. Durante a abordagem, foi apreendida a máquina de cartão, que, segundo a investigação, tinha o visor adulterado. Apenas parte do valor da corrida era exibida ao passageiro, enquanto um valor maior era efetivamente cobrado no cartão. Também foram encontrados cartões bancários e celulares com o suspeito.

A Civitas informou que produziu relatórios técnicos e reuniu imagens do Cerco Eletrônico que ajudaram a reconstruir o trajeto do veículo e confirmar sua presença no percurso informado por uma das vítimas. Esse material reforçou as provas da investigação.

Confissão e antecedentes criminais

Na delegacia, Raphael admitiu ter praticado os golpes e confessou a autoria de um dos casos investigados pela 15ª DP. Ele também informou que a conta vinculada à maquininha estava registrada em nome de terceiros. A Polícia Civil destacou que o homem possui 19 anotações criminais por crimes semelhantes. Após o registro da ocorrência, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A ação integrada entre a Polícia Civil e a Prefeitura do Rio, por meio da Civitas, demonstra a eficácia do uso de tecnologia no combate a crimes como esse. O Cerco Eletrônico e o monitoramento em tempo real têm sido ferramentas importantes para identificar e prender infratores que atuam de forma clandestina no transporte público.

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