Operação prende suspeito de torturar companheira por 17 anos no AP
Suspeito de torturar companheira por 17 anos é preso no AP

Uma operação da Polícia Civil do Amapá resultou na prisão de um homem de 42 anos suspeito de torturar a companheira durante 17 anos. A vítima, de 44 anos, relatou ter sofrido violência física, verbal e sexual de forma constante ao longo do relacionamento. O caso ocorreu em Santana, município do estado.

Detalhes da denúncia

De acordo com a delegada Katiúscia Pinheiro, a vítima era submetida a intenso sofrimento físico e mental. Em um dos episódios, o agressor teria exigido que ela esfregasse o rosto na urina de um cachorro no chão. "É um caso de extrema gravidade, que exigiu a intervenção do Estado", afirmou a delegada.

A violência mais recente ocorreu na madrugada de terça-feira (16), com agressões físicas e atos degradantes de natureza sexual. As agressões aconteciam na presença dos dois filhos do casal, que em algumas ocasiões tentaram proteger a mãe sem sucesso.

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Investigação e prisão

A vítima procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher de Santana na terça-feira, dando início às investigações. Policiais localizaram e prenderam o suspeito, que foi enquadrado pelo crime de tortura no contexto de violência doméstica. A delegada destacou que a vítima apresentava cicatrizes no corpo causadas pelas agressões.

A vítima já havia denunciado casos de tortura em 2011, mas não deu continuidade ao processo. A delegada ressaltou a importância de uma rede de apoio: "A ocorrência é muito importante. Os familiares devem intervir. Existem casos em que a mulher está tão subjugada que não tem forças para procurar ajuda. Por isso, é fundamental a participação não só do Estado, mas de amigos, familiares ou vizinhos".

Atendimento e medidas

A vítima foi encaminhada para atendimento psicológico no Centro de Atendimento à Mulher e a Família (Camuf). A prisão ocorreu durante a 2ª fase da Operação Mulher Segura, que reforça a proteção e os direitos das mulheres no Amapá. O suspeito passará por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.

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