Enterro e confissão do crime
O corpo de Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos, foi enterrado na manhã desta quinta-feira (23) no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte. A cerimônia começou às 9h, mas não houve velório devido ao avançado estado de decomposição do corpo, encontrado na segunda-feira (20) dentro do apartamento onde morava, no bairro Camargos, Região Oeste da capital.
O namorado, André Junior Silva de Carvalho, de 24 anos, confessou o crime durante depoimento à Polícia Civil na terça-feira (21) e foi preso. O caso é investigado como feminicídio.
Descoberta do corpo e investigação
Vizinhos estranharam o desaparecimento de Stifanie e sentiram forte odor vindo do apartamento. Segundo a Polícia Militar, moradores visualizaram a vítima por uma janela e acionaram a corporação. O boletim de ocorrência registra que o imóvel estava revirado e o corpo foi encontrado enrolado em vários cobertores, já em avançado estado de decomposição. A perícia indicou que a morte ocorrera cerca de quatro dias antes da localização.
O delegado responsável afirmou: "Até então, foi levantado que eles se conheceram por app de rede social e, em determinado momento, ele estava desempregado, veio para BH, e ela o convidou para ficar com ela no apartamento até arrumar emprego e moradia. Na quinta-feira à noite, tiveram uma discussão, e ela exigiu que ele saísse do apartamento. Nesse momento, ele a esganou, apertou forte o pescoço, causando o óbito."
Prisão e diligências
André se apresentou espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na terça-feira, onde confessou o assassinato. Após o depoimento, foi preso e deixou a unidade algemado em uma viatura. Segundo fontes ligadas às investigações, depois da prisão, o suspeito acompanhou policiais em diligências para indicar locais onde teria vendido pertences da vítima.
Imagens de câmeras de segurança do condomínio registraram André deixando o prédio na segunda-feira (20), carregando duas malas grandes e uma mochila. Os registros foram entregues à Polícia Civil e passaram a integrar a investigação.
Relatos de vizinhos e histórico do casal
Moradores relataram que Stifanie e André se conheceram por meio de um aplicativo de relacionamento e estavam morando juntos havia menos de um mês. Vizinhas disseram à TV Globo que presenciaram discussões entre o casal e afirmaram que a vítima havia demonstrado preocupação com o envolvimento do namorado com drogas.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime e a motivação do feminicídio.



