A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para investigar suspeita de fraude no testamento de um empresário do setor de construção civil, que morreu em 2024 aos 72 anos. O patrimônio estimado do homem ultrapassa R$ 1 bilhão, incluindo imóveis, participações em empresas e obras de arte.
Documento contestado
O testamento em questão foi registrado em cartório no início de 2025, meses após a morte do empresário. Familiares e advogados que representam herdeiros legítimos alegam que o documento pode ter sido adulterado. Segundo eles, a assinatura do empresário no testamento difere de outros documentos oficiais.
O advogado da família, Dr. Carlos Mendes, afirmou que há indícios de falsificação. "Estamos diante de um caso grave, onde terceiros podem ter se aproveitado da situação para obter vantagens indevidas", declarou.
Investigação em andamento
A delegacia responsável pelo caso já ouviu testemunhas e solicitou perícia grafotécnica para comparar a assinatura do empresário. Além disso, o cartório onde o testamento foi registrado está sendo investigado para verificar se houve irregularidades no processo de lavratura.
O empresário, que construiu seu império ao longo de décadas, não deixou herdeiros diretos conhecidos, o que torna o caso ainda mais complexo. O patrimônio inclui imóveis em bairros nobres do Rio de Janeiro, terrenos em áreas de expansão imobiliária e uma coleção de quadros de artistas renomados.
Próximos passos
A polícia aguarda o resultado da perícia para avançar nas investigações. Caso seja confirmada a fraude, os responsáveis podem responder por falsificação documental e estelionato. A defesa dos possíveis beneficiários do testamento nega qualquer irregularidade e afirma que o documento é legítimo.
O caso corre em segredo de justiça, mas deve gerar uma longa disputa judicial sobre a partilha dos bens. Especialistas em direito sucessório apontam que a briga na Justiça pode se arrastar por anos.



