Um suboficial da reserva da Marinha, identificado como Antonio Luis Alves de Sena, foi flagrado por câmeras de segurança agredindo o próprio filho, que é cadeirante, com socos em um condomínio no bairro do Bessa, em João Pessoa, na quarta-feira (29). As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram o homem desferindo golpes contra o filho em uma área comum do prédio por volta de 1h da madrugada.
Denúncia prévia à Marinha
O condomínio onde mora o agressor já havia formalizado uma denúncia à Marinha contra ele, com base em um dossiê que reúne documentos e registros de comportamento. O documento, ao qual o g1 teve acesso, aponta "comportamento inadequado, com risco à segurança coletiva (porte de arma de fogo)". Entre as justificativas, consta um laudo extraído de um processo público que indica "transtorno de ansiedade generalizada em nível grave, sentimento de perseguição e dificuldade no ajustamento e reação a estressores".
Em outro trecho, a denúncia menciona que "o militar foi visto chegando em casa de madrugada, ingerindo o que aparenta ser uma bebida alcoólica" e que "na mesma imagem, pode-se ver o volume do que se imagina ser uma arma de fogo na cintura do cidadão". O dossiê também relata um episódio ocorrido em 6 de junho deste ano, quando o homem teve "um episódio de aparente 'surto psicológico', em que a PMPB foi acionada no condomínio".
Agressão e repercussão
Após a circulação do vídeo das agressões, o pai se apresentou na Central de Polícia Civil, no bairro do Geisel, no período da tarde da quarta-feira. Segundo informações da Rádio CBN João Pessoa, a Polícia Civil informou que o homem já teria causado transtornos no prédio, com supostas ameaças e intimidações, e que ele andava armado. A polícia registrou boletim de ocorrência e instaurou investigação, conforme nota divulgada na quinta-feira (30).
"Foi registrado boletim de ocorrência e determinada a instauração de investigação", afirmou a Polícia Civil. Até o momento, a defesa do agressor não foi localizada.
O caso gerou indignação entre moradores do condomínio e nas redes sociais. Especialistas apontam que a agressão a pessoas com deficiência configura crime com agravante, podendo resultar em penas mais severas. A Marinha ainda não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia ou as agressões.



