Soldado de 19 anos morre em treino de natação militar em Goiânia
Soldado de 19 anos morre em treino de natação em Goiânia

Um soldado de 19 anos, identificado como Rafael Souto de Lima, morreu após passar mal durante uma instrução de natação do Comando de Operações Especiais (CopEsp), em Goiânia. Segundo uma amiga da vítima, que preferiu não se identificar, os familiares só foram informados sobre o acidente horas depois. Rafael chegou a ser levado ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira de Goiás (Hugol), mas não resistiu.

Detalhes do incidente

O caso ocorreu na sexta-feira (12), e a morte foi confirmada no sábado (13). De acordo com a amiga, Rafael ficou submerso por vários minutos sem receber socorro imediato. "Eles não socorreram ele, ele ficou embaixo da água mais de 5 minutos e eles alegam que foi 2 minutos", afirmou. O incidente aconteceu por volta das 12h, no Jardim Guanabara, e o soldado foi encaminhado diretamente ao Hugol. A família só foi notificada às 15h. Rafael chegou ao hospital em estado grave e, na mesma noite, os médicos suspeitaram de morte cerebral. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada.

Família abalada

A amiga revelou que o sonho de Rafael era servir na Marinha. Ele deixou o emprego em uma loja para ingressar no Exército. Inicialmente, a namorada e os familiares eram contra, mas decidiram apoiá-lo por ser seu sonho. A família está profundamente abalada com a perda. O velório de Rafael estava previsto para após as 18h deste domingo (14), mas o local ainda não havia sido confirmado até a última atualização desta reportagem.

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Caso anterior semelhante

Este não é o primeiro incidente fatal no CopEsp. Em 2023, o soldado Khaleby Ribeiro Alves dos Santos, também de 19 anos, morreu durante um treinamento aquático no mesmo comando. Segundo um comandante da época, Khaleby ficou cerca de dois minutos submerso. Ele foi retirado inconsciente da água, atendido pela equipe de saúde do CopEsp e levado pelo Samu ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), onde teve a morte confirmada no mesmo dia. Um colega relatou que Khaleby estava com a perna machucada, mas não contou aos instrutores por medo de punições. Na ocasião, o CopEsp lamentou a morte e informou que um Inquérito Policial Militar foi aberto para investigar o caso.

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