Subiu para quatro o número de homens mortos pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, após denúncias que os relacionavam ao ataque contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel. Os casos ocorreram entre 29 de junho e 9 de julho, na capital paulista e no litoral.
Tenente baleado e a primeira morte
O tenente da Rota foi baleado na cabeça por dois homens em uma moto em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, em 27 de junho. Ele segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. A primeira morte ocorreu na madrugada de 29 de junho, quando uma equipe do 1º Batalhão de Polícia de Choque da Rota recebeu denúncia de que um homem que teria participado do atentado estava nas proximidades da Estrada do Aricanduva, no bairro José Bonifácio, Zona Leste da capital. Segundo a PM, o suspeito estava armado e houve confronto. O homem foi baleado e morreu no local. Em nota assinada pelo major PM Veiga, a Rota afirmou que, por causa do confronto, a denúncia não chegou a ser averiguada e que, até o momento, não há elementos que relacionem o homem morto aos autores da tentativa de homicídio contra o tenente.
Segunda e terceira mortes
Na manhã de 1º de julho, outra denúncia sobre um suposto envolvido levou equipes da PM até a região de Guaianases, também na Zona Leste. De acordo com a corporação, houve confronto, e o suspeito foi baleado. Ele chegou a ser encaminhado a um hospital, mas não resistiu. A SSP informou que "não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel". O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação.
A terceira morte foi registrada em Peruíbe, no litoral paulista, na noite de 2 de julho. Elenilson Misael da Silva, conhecido como "Galego" e apontado como integrante de organização criminosa, morreu durante confronto com policiais da Rota. Segundo a investigação, ele é suspeito de participação no atentado. De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Rota receberam as características do carro usado por ele e, durante as buscas, identificaram o veículo. O motorista fugiu e foi perseguido até a Rua Cuiabá, onde houve confronto. O suspeito foi desarmado e levado à UPA, mas morreu após dar entrada. Foram encontrados quatro estojos de munição vazios ao lado do carro.
Quarta morte: Marcelo de Jesus Dias
Na madrugada de 9 de julho, equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque patrulhavam a região de Heliópolis, Zona Sul de São Paulo, quando tentaram abordar dois suspeitos. Segundo a PM, houve reação e troca de tiros. Os dois homens foram baleados e socorridos a um pronto-socorro, mas não resistiram. Um deles foi identificado como Marcelo de Jesus Dias, de 37 anos. Segundo a PM, ele seria o piloto da motocicleta usada no ataque contra o tenente. A corporação informou ainda que Marcelo era procurado pela Justiça por roubo, furto, corrupção de menores e tráfico de drogas. Com a dupla, a polícia apreendeu 2,6 quilos de maconha e porções de crack. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e é investigado pelo DHPP.
Recompensa e prisões
A SSP está oferecendo recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização de Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos, apontado como o autor dos disparos. Conhecido como "Golias" ou "Peruca", ele estava na garupa da motocicleta no momento do atentado. Possui antecedentes criminais por roubos e homicídio. A Justiça de São Paulo decretou prisão temporária de 30 dias e autorizou buscas e quebra de sigilo. Três suspeitos de envolvimento já foram presos, o último em Heliópolis na noite de 7 de julho. Em nota, a SSP informou que "a medida integra os esforços das forças de segurança para identificar, localizar e prender todos os envolvidos no atentado".



