Uma servidora terceirizada do Ministério Público Federal no Acre (MPF-AC) e a mãe dela foram presas em flagrante nesta quinta-feira (30) em Rio Branco acusadas de abandonar e atropelar um gato. O crime foi registrado por câmeras de segurança de uma residência no Conjunto Paulo César e rapidamente viralizou nas redes sociais.
Crime registrado por câmeras de segurança
As imagens mostram o veículo passando lentamente pela rua quando a passageira do banco traseiro abre a porta e joga o animal na via. O gato, assustado, corre atrás do carro e acaba sendo atingido por uma das rodas traseiras, ficando se debatendo no asfalto enquanto o carro segue viagem. Após a repercussão do vídeo, a Polícia Civil identificou a motorista e a passageira, dando voz de prisão a ambas.
Prisão e autuação
As suspeitas têm entre 34 e 60 anos. A mãe foi detida em casa, enquanto a filha, que é recepcionista do MPF-AC, foi presa no local de trabalho. Além da prisão, as duas foram autuadas por maus-tratos com base na Lei Municipal nº 2422/22. O auditor fiscal de meio ambiente e chefe da Divisão de Maus-Tratos a Animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), Fabrício Alves de Oliveira, explicou ao g1 como procedeu: “A filha conduzia o carro e a mãe abriu a porta e jogou o gato, mas as duas foram autuadas. Primeiro autuei a mãe e perguntei onde a filha estava. Fui no Ministério Público Federal com a Polícia Civil e autuei a outra também. Logo depois elas foram levadas para a delegacia pelos policiais.”
O abandono de animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98, Artigo 32), com pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda futura de animais. O gato foi recolhido pela Semeia e encaminhado ao Centro de Zoonoses de Rio Branco, que deve emitir laudo sobre a causa da morte.
Reação das suspeitas e posicionamento do MPF
Segundo Fabrício, as mulheres alegaram que o animal não era delas. “Disseram que viram na rua e fizeram isso. Mas não justifica”, destacou o auditor. As autuadas têm dez dias para recorrer da autuação administrativa; caso não o façam, estarão sujeitas a multa.
O MPF-AC emitiu nota oficial sobre o caso: “Tomamos conhecimento do triste fato que resultou na morte do gatinho pela imprensa e, posteriormente, pela presença da equipe de polícia, soubemos do envolvimento de uma colaboradora terceirizada. A administração apoia o trabalho da polícia e aguarda o transcorrer das investigações e a apuração final do caso. Ressalte-se que no exercício profissional da pessoa envolvida não há nada que a desabone, porém a relação contratual do órgão com a empresa poderá ensejar na substituição da colaboradora, de acordo com o andamento dos fatos. É importante citar que o fato por si só, além de triste, é condenável, não importa quem esteja envolvido, e que merece a devida apuração para que haja responsabilização conforme a lei.”



