Sargento da PM preso suspeito de matar esposa capitã em MG
Sargento da PM preso por morte de esposa capitã em MG

A capitã da Polícia Militar de Minas Gerais, Michele Leão Azevedo, de 33 anos, foi encontrada morta na noite de segunda-feira (20) em Belo Horizonte. O principal suspeito é o marido dela, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, que foi preso em flagrante. A oficial tinha uma carreira de destaque na corporação, com formação em Ciências Militares e especialização em Docência no Ensino Superior.

Trajetória profissional da capitã

Segundo o currículo Lattes, Michele formou-se em Bacharelado em Ciências Militares pela Polícia Militar de Minas Gerais em 2010. Desde então, atuava como oficial, com experiência na área de defesa e segurança pública. Em 2023, concluiu uma especialização em Docência no Ensino Superior pelo Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS). Como trabalho de conclusão de curso, pesquisou 'A importância do estudo da jurisprudência dos Tribunais Superiores na PMMG'. Em 2022, fez o curso de Multiplicador de Direitos Humanos, promovido pela própria PMMG. Antes da carreira militar, estudou nos colégios militares de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro.

Relacionamento abusivo e denúncias da família

Em depoimento à Polícia Civil, a mãe e a irmã de Michele descreveram o relacionamento com o sargento como abusivo, marcado por controle psicológico e humilhações constantes. Segundo elas, o casal viveu sucessivas separações e reconciliações ao longo de cerca de oito anos. A mãe afirmou que Eduardo manipulava emocionalmente a filha e não aceitava o fim do relacionamento. Em uma ocasião, durante uma discussão, ele teria empunhado uma faca contra Michele.

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O crime e a versão do suspeito

Michele deu entrada no Hospital Odilon Behrens já sem vida, levada pelo marido. A equipe médica identificou múltiplas lesões, incluindo traumatismo craniano, hematomas e marcas lineares compatíveis com chicotadas, e acionou a PM. Eduardo foi preso no local. Em depoimento, ele alegou que o casal consumiu bebidas alcoólicas e ecstasy e que os ferimentos teriam ocorrido durante práticas sexuais consensuais e após uma queda da escada. A versão é investigada pela Polícia Civil.

Perícia e provas

Durante a ocorrência, policiais apreenderam comprimidos semelhantes a ecstasy e um cabo de madeira quebrado encontrado no prédio onde o casal morava. O apartamento passou por perícia, e o corpo da capitã foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).

Defesa do sargento

Em nota, a defesa de Eduardo informou que acompanha as investigações e afirmou ser necessário aguardar a conclusão dos laudos periciais e da apuração antes de qualquer julgamento. Disse também confiar no devido processo legal e na imparcialidade das investigações, e que se manifestará no momento oportuno, preservando o direito de defesa e o sigilo do procedimento.

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