Rio Acre cai para 2,91 m em Rio Branco; Defesa Civil monitora
Rio Acre a 2,91 m: Defesa Civil monitora seca

A Defesa Civil de Rio Branco monitora o nível do Rio Acre, que voltou a ficar abaixo dos 3 metros nesta segunda-feira (22), marcando 2,91 metros na capital acreana. A última vez que o manancial ficou abaixo dessa medição foi no dia 5 de junho. A oscilação do nível das águas ocorre em meio à falta de chuvas.

Chuvas acima da média em junho, mas concentradas

De acordo com a Defesa Civil de Rio Branco, até sábado (20), o acumulado de chuva chegou a 108,2 milímetros, superando a média esperada para o mês, que era de 34,9 milímetros. O coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que o quantitativo esperado foi superado em apenas 30 horas, quando uma forte chuva deixou vários bairros alagados no dia 9 deste mês.

"Só temos uma quantidade de bastante acumulado por conta dessa chuva. Em 30 horas, choveu 103 milímetros, totalmente fora do planejado e do que é esperado. Se não fosse por esse dia, estaríamos abaixo da média", destacou Falcão.

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Comparativo com maio e alerta para seca

Em maio, o acumulado de chuva foi de 72,8 milímetros, abaixo dos 104 milímetros esperados para o período. A Defesa Civil também monitora a possibilidade de o Rio Acre se aproximar de marcas históricas da seca, como a atingida em setembro de 2024, quando o manancial atingiu 1,23 metro, a menor cota já registrada. Naquele ano, junho acumulou apenas 21,1 milímetros de chuva em Rio Branco, o equivalente a 34% do volume esperado para o mês.

Previsão de chuvas para os próximos dias

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuvas para os próximos sete dias no Acre, iniciando nesta segunda (22). As chuvas devem ser rápidas, mas podem ser fortes em algumas áreas do Sul do Brasil e do Mato Grosso do Sul. A partir de terça-feira (23), a chuva deve chegar a São Paulo. Na quarta-feira (24), atinge o Triângulo Mineiro, o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro. O sistema também deve avançar para o sul de Goiás, sul e oeste de Mato Grosso, Rondônia, Acre e sudoeste do Amazonas. Esse sistema, além de provocar chuva, também deve causar queda nas temperaturas, incluindo áreas do sudoeste da Amazônia. A expectativa é de que o acumulado neste período supere os 25 milímetros.

Impactos da seca histórica

Com a falta de precipitações, o Rio Acre entrou em rápida vazante em 2024 e atingiu 1,23 metro em setembro, estabelecendo a menor cota da série histórica. A seca afetou o abastecimento de água em comunidades urbanas e rurais, dificultou a navegação em regiões isoladas e contribuiu para o aumento das queimadas e dos problemas respiratórios provocados pela fumaça.

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