Professora intoxicada com mercúrio por aluna aguarda conclusão de inquérito
Professora intoxicada com mercúrio aguarda inquérito

Mais de um ano após descobrir que estava sendo intoxicada com mercúrio, uma professora voluntária em Pernambuco ainda espera a conclusão da investigação. Com vídeos que mostram a principal suspeita mexendo em sua garrafa de água, laudos periciais que confirmaram a presença do metal nas garrafas e exames que apontaram contaminação no sangue e na urina da vítima, a defesa cobra mais rapidez no andamento do inquérito.

O caso

A investigação teve início depois que a professora Denny passou a desconfiar da mudança no gosto da água e do comportamento de uma aluna do curso de artesanato onde atuava como voluntária. Para confirmar as suspeitas, ela instalou um celular escondido na sala de aula. As imagens registraram a mulher colocando um material dentro da garrafa de água da professora em duas ocasiões. As garrafas foram encaminhadas para perícia, que confirmou a presença de mercúrio no líquido.

Exames e sequelas

Exames realizados na vítima também detectaram o metal no sangue e na urina. Segundo os médicos, a concentração encontrada no organismo era quatro vezes superior ao limite considerado tolerável e pode causar danos neurológicos permanentes. Denny relata dificuldades para caminhar, realizar tarefas domésticas e recuperar a força nas mãos, mas diz manter a esperança de voltar a ter a vida que levava antes da intoxicação.

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Investigação e defesa

Apesar das provas reunidas, a investigação ainda não foi concluída. Para a defesa da professora, o tempo transcorrido preocupa. "Para o leigo, talvez só a filmagem e os depoimentos seriam suficientes. A gente está tratando de buscar mais informações capazes de demonstrar que ela praticou a conduta", afirmou o delegado responsável pelo caso. O advogado da vítima, no entanto, cobra mais celeridade. "Já estamos com um lapso de quase um ano. Os laudos já apontavam que era mercúrio. A defesa hoje busca uma conclusão da investigação, mas uma conclusão bem feita", afirmou.

Hipótese de homicídio

A polícia trabalha com a hipótese de tentativa de homicídio. Segundo o delegado, a linha de investigação considera que a suspeita teria colocado mercúrio na água de forma repetida e consciente, o que reforça a possibilidade de que a intenção fosse provocar a morte da professora. A investigada nega as acusações. Em nota, a defesa informou que ela faz tratamento por transtornos mentais e que não comentará o caso para não prejudicar a conclusão do inquérito. De acordo com a polícia, até o momento não foram apresentados documentos que comprovem esse diagnóstico.

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