Quadrilha presa no Grande Recife por extorsão com empréstimos ilegais
Presos no Grande Recife por extorsão com empréstimos ilegais

Quatro integrantes de uma quadrilha especializada em extorsão de comerciantes foram presos em flagrante na segunda-feira (20) em cidades do Grande Recife. As vítimas são dos municípios do Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e Ipojuca, conforme divulgou a Polícia Civil na quarta-feira (22).

Como funcionava o esquema

Os criminosos concediam empréstimos ilegais e cobravam as vítimas de forma violenta, com ameaças diárias. Foram presas três mulheres e um homem, cujos nomes não foram revelados. Com eles, a polícia apreendeu cartões de divulgação dos empréstimos, com valores entre R$ 300 e R$ 2 mil, que deveriam ser pagos em parcelas diárias. Também foram apreendidos dinheiro em espécie (valor não informado) e dezenas de páginas com anotações de cobranças, pagamentos e possíveis vítimas. O material foi encontrado em uma residência no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes.

Áreas de atuação

Segundo a Polícia Civil, as principais áreas de atuação da quadrilha eram as regiões de Gaibu e Mercadão do Cabo (Cabo de Santo Agostinho); Barra de Jangada e Candeias (Jaboatão); e Nossa Senhora do Ó (Ipojuca). As investigações começaram após a denúncia de uma comerciante que relatou receber visitas diárias e intimidadoras para cobrar o dinheiro emprestado, além de ligações e mensagens ameaçadoras. A residência dela sofreu uma tentativa de invasão.

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Estrutura organizada

A polícia informou que a quadrilha tinha "uma estrutura organizada, com divisão de funções e mecanismos destinados à captação de clientes, arrecadação de valores e intimidação das vítimas". A investigação descobriu ainda uma empresa de fachada usada para movimentar os recursos obtidos com as cobranças ilícitas. A titular do CNPJ confirmou que emprestou seu nome para abrir a empresa e cadastrar a chave PIX utilizada pela quadrilha para cobrar as parcelas.

Tentativa de destruição de provas

Durante a operação, houve uma tentativa de destruição de provas. "Dois aparelhos celulares foram formatados remotamente logo após uma ligação realizada para a suposta líder da organização. Os demais dispositivos eletrônicos foram imediatamente colocados em modo avião para preservar seu conteúdo", declarou a Polícia Civil em nota.

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