Um homem foi preso nesta terça-feira (4) em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, suspeito de tentar matar o próprio vizinho após uma discussão motivada pela soltura de fogos de artifício. A tentativa de homicídio ocorreu no dia 24 de junho, durante a noite de São João, no bairro Nova Brasília. A prisão foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.
Histórico de desentendimentos
Segundo a Polícia Civil, os dois homens residem em casas localizadas em frente uma à outra e já tinham um histórico de desentendimentos. De acordo com o delegado Rafael Pedrosa, houve uma primeira discussão entre os dois durante a tarde do dia 24 de junho. Na ocasião, pedras foram arremessadas e a Polícia Militar foi acionada.
"Houve uma primeira discussão à tarde com arremesso de pedras entre eles e acionamento da PM. A PM orientou as partes a deixarem o local, mas horas depois, quando a vítima retornava para casa, o investigado a atacou", explicou o delegado.
O ataque
Segundo depoimentos da vítima, de testemunhas e dos policiais militares que atenderam à ocorrência, o homem foi surpreendido por trás enquanto estava em um estabelecimento comercial do bairro. O suspeito teria desferido cerca de cinco golpes de faca, que atingiram a região da cabeça e da clavícula.
A vítima reagiu jogando areia contra o agressor e conseguiu fugir para buscar socorro. Apesar de os ferimentos não terem causado risco de morte ou debilidade permanente, segundo a investigação, a gravidade e a localização das lesões levaram o caso a ser enquadrado como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.
Versão do suspeito
Segundo o delegado Rafael Pedrosa, o investigado afirmou, durante o interrogatório, que sofria provocações antigas por parte da vítima. Ele também relatou um suposto episódio em que a vítima teria oferecido entorpecentes a um familiar dele. A Polícia Civil informou que essa versão ainda será investigada.
Impacto e desdobramentos
O caso ganhou repercussão na região, evidenciando como conflitos cotidianos podem escalar para violência extrema. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça, e o suspeito permanece à disposição do sistema penitenciário. As investigações continuam para apurar todos os detalhes do ocorrido.
A Polícia Civil reforça a importância de denunciar desavenças e situações de risco antes que se tornem tragédias. A população pode acionar as autoridades pelos canais oficiais, como o 190 da Polícia Militar ou o 197 da Polícia Civil, para relatar conflitos e ameaças.



