Preso suspeito de matar vendedor em emboscada de celular em Mogi Mirim
Preso suspeito de matar vendedor em Mogi Mirim

A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira (21) o jovem de 21 anos suspeito de matar José Donizete da Silva Júnior, de 27 anos, durante uma emboscada de venda de celular em Mogi Mirim (SP). O crime ocorreu no dia 12 de julho, quando a vítima foi atraída por um falso comprador e acabou baleada no peito ao tentar fugir.

Como o suspeito agia

Segundo o delegado Fábio Chrisostomo, responsável pelo caso, o suspeito criava perfis falsos em redes sociais para se passar por comprador interessado em aparelhos caros. Ele utilizava uma linha telefônica específica para contatar as vítimas e marcava encontros em endereços isolados. No momento do encontro, anunciava o assalto.

“Nos outros casos, ele logrou êxito em efetuar a subtração e não acarretou nenhuma morte. No dia 12, a vítima tentou se evadir e o suspeito acabou efetuando o disparo”, explicou o delegado.

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O crime fatal

José Donizete da Silva Júnior, de 27 anos, saiu de Espírito Santo do Pinhal (SP) para entregar, junto com a noiva, um celular avaliado em R$ 7,5 mil negociado pela internet. Ao chegar ao local combinado, percebeu a armadilha e tentou fugir, mas foi baleado no peito. O carro desceu uma ribanceira e o jovem morreu no local. A noiva, que estava com a vítima há cinco anos, teve ferimentos leves e ficou em estado de choque.

Investigação e prisão

O suspeito foi identificado por meio da linha telefônica usada para se comunicar com o comerciante. Com base na pista, a Justiça expediu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. A prisão ocorreu por volta das 5h30, enquanto o suspeito dormia em uma casa próxima ao local do crime. Ele já tinha passagem por furto em Jaguariúna (SP).

Durante a ação, os policiais apreenderam caixas de celulares no imóvel do jovem. O suspeito se recusou a fornecer a senha do telefone. Segundo o delegado, o homem tentou criar um álibi para o momento do crime. “Ainda no calor da emoção, o suspeito acabou entregando informações preciosas, por exemplo, ele falou que: ‘no domingo não estava no local, no domingo eu não estava na casa da minha avó’, só que a gente em nenhum momento tinha falado o que estava sendo investigado”, afirmou.

A audiência de custódia foi realizada na terça-feira (21) na Vara Regional das Garantias da 4ª RAJ, em Campinas. O suspeito permanece preso na metrópole. A investigação continua para apurar se outras pessoas podem ter atuado no crime.

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