Preso suspeito de liderar cultivo de maconha em MG; 5 toneladas apreendidas
Preso suspeito de liderar cultivo de maconha em MG

Um homem de 39 anos, investigado por integrar um grupo que cultivava e vendia maconha em larga escala em cidades de Minas Gerais, foi preso preventivamente em Eunápolis (BA) nesta segunda-feira (13). De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ao longo da apuração, cinco toneladas da droga já foram apreendidas e outras nove pessoas foram presas.

Investigação começou com plantio de 30 mil pés

A investigação teve início após a descoberta de um plantio com 30 mil pés de maconha no Vale do Jequitinhonha, em maio deste ano. Durante as buscas, outras plantações foram localizadas, e a PCMG concluiu que o cultivo e a venda da droga eram realizados pelo mesmo grupo criminoso.

Em 9 de julho, a PCMG realizou a operação Primeira Poda para desarticular o grupo. Após a ação, novos levantamentos feitos por policiais da Delegacia de Araçuaí identificaram o suspeito, que foi preso com apoio do 28° Batalhão de Eunápolis.

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“Ele é peça central no desenvolvimento do negócio do plantio em Minas Gerais, atuando na logística. Rastreamos ele em praticamente todos os locais de plantio. Ele apresenta uma movimentação financeira incompatível com aquilo que declara. Ele também era o operador de drone no plantio, para dar o aval sobre a realização ou não do arrendamento e verificar se a terra era adequada”, disse o delegado Paulo Sobrinho.

Linha do tempo da investigação

Em 26 de maio, uma plantação com 30 mil pés de maconha foi encontrada entre os municípios de Virgem da Lapa e Coronel Murta, quando policiais faziam buscas por mãe e filha vítimas de sequestro. Em 4 de junho, 1,8 tonelada da droga foi apreendida na zona rural de Francisco Sá durante a operação Erva Daninha. O local tinha sistema de irrigação, internet via satélite, geradores, placas solares e maquinário específico.

Em 10 de junho, policiais encontraram 100 kg de maconha e insumos usados no plantio e produção da droga em Porteirinha. Em 17 de junho, a Polícia Civil encontrou uma grande quantidade de insumos, materiais e ferramentas utilizados no cultivo da droga em Unaí, além de uma extensa área preparada para o plantio, que estava em estágio inicial e contava com um sofisticado sistema de irrigação.

Em 9 de julho, mais de 80 policiais civis participaram da operação Primeira Poda, que ocorreu simultaneamente em Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso. Cinco pessoas foram presas.

Estrutura sofisticada para cultivo

Na operação Erva Daninha, além das mudas plantadas, os policiais encontraram a droga já pronta para o comércio, demonstrando que a estrutura foi pensada para que todas as etapas fossem realizadas no local. A PCMG encontrou ainda insumos usados no plantio, como fertilizantes, e apreendeu uma máquina usada no processamento da maconha após a colheita, avaliada em cerca de US$ 40 mil.

Para o delegado Paulo Sobrinho, algumas características atraíram o grupo para a região, como o solo fértil e vias de acesso próximas. Seguindo a legislação e com apoio do Corpo de Bombeiros, as equipes da PCMG fizeram a destruição do material apreendido por meio de incineração, além da estrutura encontrada no local.

Operação Primeira Poda

No dia 9 de julho, a Polícia Civil de Minas Gerais realizou a operação Primeira Poda, que tem como alvo uma organização criminosa investigada por cultivar, beneficiar e comercializar maconha em larga escala. Em Minas Gerais, quatro pessoas foram presas: três em Contagem e uma em Santa Luzia. Um quinto suspeito foi detido no estado do Mato Grosso.

Nesta fase da investigação, a Justiça expediu sete mandados de prisão preventiva e mais de oito mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas patrimoniais, como bloqueio de contas bancárias, sequestro e restrição de bens dos investigados, além da apreensão de um veículo de alto valor que, segundo a polícia, teria sido comprado com recursos provenientes do crime.

Os mandados foram cumpridos em Contagem e Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, além das cidades de Teixeira de Freitas e Itamaraju, na Bahia, e Primavera do Leste, no Mato Grosso. De acordo com a Polícia Civil, entre os investigados está um casal apontado como responsável pela gestão financeira da organização criminosa.

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Além da prisão, dois veículos avaliados em aproximadamente R$ 300 mil foram apreendidos nesta segunda-feira.