Padrasto condenado por estuprar enteada de 9 anos é preso em Rondônia
Preso padrasto condenado por estuprar enteada de 9 anos
Um padrasto condenado a cerca de 16 anos de prisão por estuprar a própria enteada, que tinha nove anos na época do crime, foi preso nessa quinta-feira (30) durante uma operação integrada entre as Polícias Civil do Acre e de Rondônia. O homem estava foragido desde julho deste ano, quando foi sentenciado pela Justiça do Acre. Ele foi localizado na zona rural de Itapuã do Oeste, município do interior de Rondônia, com o apoio de agentes de Candeias do Jamari, a pedido da Delegacia de Capixaba, no Acre.De acordo com o delegado Aldizio Neto, titular da Delegacia de Capixaba, o mandado de prisão foi expedido após a condenação e o trabalho conjunto entre as corporações foi essencial para o cumprimento. "Após o crime, ele fugiu para Rondônia, onde permaneceu foragido. Com o mandado de prisão expedido, entramos em contato com policiais civis de Candeias do Jari, para que eles conseguissem cumprir o mandado. Ele foi preso em Itapuã do Oeste, na zona rural. Agora, ele se encontra à disposição da Justiça", explicou o investigador.

Histórico do crime e condenação

O caso ocorreu em 2024, quando o padrasto abusou sexualmente da enteada, então com 9 anos. O crime foi registrado na cidade de Capixaba, no interior do Acre, onde a família residia. Após a investigação da Polícia Civil, o acusado foi denunciado pelo Ministério Público e, em julho deste ano, a Justiça acreana o condenou a uma pena de aproximadamente 16 anos de prisão. O homem, no entanto, não chegou a ser detido naquele momento, pois já havia fugido do estado.O estupro de vulnerável, previsto no Código Penal Brasileiro, caracteriza-se pela prática de relação sexual ou ato libidinoso com pessoas que não têm capacidade de consentir, como crianças e pessoas com deficiência (PCDs). Trata-se de um crime de natureza grave e de ação penal pública incondicionada, ou seja, cabe ao Ministério Público promover a ação penal sem necessidade de representação da vítima.

Operação conjunta entre Acre e Rondônia

A prisão do foragido só foi possível graças à troca de informações entre as polícias dos dois estados. Depois que o mandado de prisão foi expedido, a equipe da Delegacia de Capixaba entrou em contato com os policiais de Candeias do Jamari, em Rondônia, que seguiram para a zona rural de Itapuã do Oeste. O trabalho integrado permitiu que o condenado fosse capturado ainda em território rondoniense e apresentado à Justiça.Conforme a apuração do g1, o Acre tem registrado cerca de 1,5 mil casos de estupro de vulnerável em um período de pouco mais de dois anos. O número evidencia a gravidade desse tipo de crime e a importância de canais de denúncia efetivos. Em outro caso recente, um homem foi condenado a mais de 57 anos de reclusão por estuprar a filha e a enteada em uma área de difícil acesso no Acre.

Canais de denúncia para violência contra crianças

A sociedade pode colaborar com o enfrentamento da violência infanto-juvenil por meio de diversos canais. A denúncia pode ser anônima e qualquer pessoa pode fazê-la. Veja os principais:
  • Polícia Militar – 190, para situações de risco imediato;
  • Samu – 192, em casos de emergência médica;
  • Disque 100 – recebe denúncias de violações de direitos humanos, com anonimato garantido;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos) devem notificar compulsoriamente casos suspeitos aos conselhos tutelares e à polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – (61) 99656-5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas.
O condenado permanece agora à disposição da Justiça para o cumprimento da pena. O caso serve como alerta para a necessidade de denunciar qualquer suspeita de abuso contra crianças e adolescentes. A luta contra o abuso infantil exige a participação de toda a sociedade. Pais, familiares, vizinhos e educadores devem estar atentos a mudanças de comportamento das crianças. Silenciar diante de um crime dessa natureza perpetua o sofrimento das vítimas e dificulta a atuação do poder público. Por isso, qualquer informação deve ser levada às autoridades competentes.