Um homem foi preso nesta terça-feira (4) em Japeri, na Baixada Fluminense, acusado de matar a companheira Gabriela Ferreira Reis da Cruz, de idade não divulgada. Gabriela morreu na segunda-feira (3) após dias internada no Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde passou por cirurgia de emergência devido a uma úlcera dilacerada na barriga, consequência das agressões sofridas. A filha da vítima, que não teve o nome revelado, relatou à polícia que também era vítima de abuso sexual frequente pelo padrasto, o mesmo homem agora preso.
Histórico de violência e abuso
De acordo com o boletim de ocorrência, a filha de Gabriela afirmou que desde os 6 anos era agredida pelo padrasto, com a conivência da mãe. Ainda criança, ela fugiu de casa e só retornou aos 15 anos. Ao voltar, passou a ser abusada sexualmente com frequência, e duas filhas nasceram como resultado dessa violência. No depoimento, ela relatou que no dia 29 de julho o investigado voltou a agredi-la, desferindo socos, chutes e golpes com uma faca, além de ameaças de morte. A mãe, ao questionar a situação, também foi agredida. A vítima afirmou que o padrasto usou o cabo de uma foice e de uma marreta nas agressões, que só foram interrompidas por filhos menores presentes no local.
Estado crítico e morte
Gabriela foi encontrada em estado crítico de saúde em casa na quinta-feira (30), no dia seguinte às agressões, e levada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu. Ela passou por cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo na segunda-feira (3). A polícia investiga o homem por estupro, lesão corporal, descumprimento de medidas protetivas, sequestro e ameaças. A filha também mencionou que o agressor é usuário de cocaína e possui acesso a arma de fogo.
Repercussão e medidas
O caso, registrado na Delegacia de Japeri, gerou comoção na comunidade local. A prisão do suspeito foi confirmada pela Polícia Civil, que não divulgou o nome do acusado. As investigações continuam para apurar todos os detalhes do crime e possíveis denúncias adicionais. A filha, que agora fica sob proteção das autoridades, deve receber acompanhamento psicológico e social.
Este caso reforça a gravidade da violência doméstica na região, que tem registrado números alarmantes. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a Baixada Fluminense concentra um dos maiores índices de feminicídio do estado do Rio de Janeiro. Organizações de defesa dos direitos das mulheres alertam para a necessidade de denúncia e apoio às vítimas.



