A Operação Parasita, deflagrada nesta quinta-feira (2) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), resultou na prisão em flagrante de um homem e no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em Eunápolis, extremo sul do estado. A ação visa desarticular uma suposta associação criminosa que desviava recursos públicos destinados ao Hospital Geral de Eunápolis (HGE).
Detalhes da operação
De acordo com o MP-BA, os mandados foram cumpridos em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de apreender documentos e equipamentos que possam auxiliar na apuração dos crimes. Durante as buscas, os agentes encontraram um homem armado, que foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. O suspeito, cuja identidade não foi revelada, foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
Além da arma, foram apreendidos notebooks, celulares, tablets e diversos documentos. O material será analisado para subsidiar a investigação, que corre sob sigilo judicial.
Esquema de desvio
Segundo o MP-BA, os desvios teriam ocorrido por meio de fraudes em contratos, emissão de notas fiscais superfaturadas, apropriação ilícita de verbas públicas e possível ocultação da origem dos valores. A operação, batizada de "Parasita", busca assegurar a efetividade da apuração e preservar elementos de prova. Novas medidas podem ser adotadas conforme a análise do material apreendido.
Posição da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Eunápolis negou que agentes públicos atuais sejam alvos da investigação. Afirmou que tomou conhecimento da operação apenas pela imprensa e que não recebeu qualquer comunicação oficial. A administração municipal reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência, colocando-se à disposição das autoridades para colaborar com esclarecimentos.
A Secretaria Municipal de Saúde também destacou que o Município não tem acesso ao conteúdo da ação, que tramita em segredo de justiça.



