Um homem de 40 anos, identificado como Juliano Henrique de Sousa, foi preso suspeito de agredir três pessoas com golpes de foice durante um surto psicótico na zona rural de Arara, no Curimataú da Paraíba. O caso foi confirmado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (30).
Suspeito estava sem medicação há dias
De acordo com o delegado Rafael Alexandre, responsável pela investigação, o suspeito tem uma doença mental e fazia tratamento com medicamentos, mas estava há alguns dias sem tomar a medicação. Segundo a polícia, a última consulta dele no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) ocorreu em maio. "Ele abandonou o tratamento e isso pode ter desencadeado o surto", afirmou o delegado.
Dinâmica do ataque
Durante o surto, o homem teria atacado um primo e um tio com uma foice. Um terceiro familiar interveio e, segundo a polícia, agiu em legítima defesa ao atingir o suspeito com uma paulada na cabeça. O familiar também ficou ferido durante a intervenção e pode ter sofrido uma fratura. Após ser atingido, o suspeito ficou desacordado.
A Polícia Militar foi acionada e o levou para o Hospital de Solânea, onde recebeu um sedativo. Em seguida, ele foi encaminhado para a delegacia.
Prisão preventiva
O delegado Rafael Alexandre explicou que representou pela prisão preventiva do suspeito. "Acho um risco, apesar dele ter o problema [mental], é melhor que ele esteja em um ambiente controlado, por isso representei pela prisão preventiva [do suspeito]", justificou. O homem foi levado para a Delegacia de Solânea, onde passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida. Ele está preso na Cadeia Pública de Solânea desde terça-feira (28), aguardando decisão da Justiça.
Vítimas seguem internadas
As três vítimas foram socorridas e receberam atendimento médico. Duas delas permanecem internadas com traumatismo cranioencefálico no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, segundo a Polícia Civil. O estado de saúde dessas vítimas não foi divulgado. Ainda conforme o delegado, as vítimas serão ouvidas pela polícia após receberem alta médica para ajudar a esclarecer a dinâmica da ocorrência.
Contexto da saúde mental
O caso expõe as dificuldades de acompanhamento de pacientes com transtornos mentais no sistema público. O Caps de Arara, responsável pelo acompanhamento de Juliano, não informou por que o paciente deixou de frequentar as consultas. Especialistas alertam que a interrupção do tratamento medicamentoso é um dos principais fatores de recaída em surtos psicóticos.
A Polícia Civil investiga se o suspeito responderá por tentativa de homicídio ou lesão corporal grave, dependendo da evolução do quadro das vítimas. O caso segue sob segredo de justiça.



