Ambulante preso por cobrar R$ 8,5 mil de turista polonês em Copacabana
Preso ambulante que cobrou R$ 8,5 mil de turista em Copacabana

A Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat) prendeu em flagrante, nesta segunda-feira, o ambulante Geovani Moisés da Silva dos Santos, suspeito de cobrar R$ 8,5 mil de um turista polonês por uma caipirinha na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O crime ocorreu na altura do Posto 3, um dos pontos mais movimentados do calçadão.

Segundo a Polícia Civil, a vítima relatou que o autor ofereceu uma caipirinha por R$ 40. O pagamento foi realizado com cartão de crédito, mas minutos após a transação, o turista estrangeiro constatou que havia sido cobrado em R$ 8,5 mil. Além desse valor, foram registradas outras três tentativas de cobrança recusadas que, somadas, ultrapassavam R$ 34 mil. O golpe é conhecido como "golpe da maquininha", em que o vendedor adultera o valor na máquina de cartão após a autorização inicial.

Identificação e prisão do suspeito

De posse das características do ambulante, os policiais da Deat realizaram buscas e localizaram Geovani Moisés da Silva dos Santos nas imediações do Posto 3. A vítima o reconheceu imediatamente. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já possuía passagens criminais por porte de drogas. Ele foi conduzido à sede da Deat e autuado em flagrante pelo crime de estelionato.

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O delegado responsável pelo caso destacou a rapidez na identificação do autor, graças às imagens de câmeras de segurança e ao relato detalhado da vítima. A polícia orienta turistas a sempre verificarem o valor na maquininha antes de digitar a senha e a optarem por pagamento em dinheiro em situações de dúvida.

Caso semelhante na mesma praia

No último dia 19, a Deat já havia realizado outra prisão por crime similar, também em Copacabana. Na ocasião, Wellington Tavares Gomes Cardoso foi apontado como o autor do "golpe da maquininha" contra um turista francês. Segundo a Polícia Civil, o ambulante ofereceu duas caipirinhas por R$ 80, mas recusou pagamento em dinheiro, aceitando apenas cartão de crédito. Após a compra, a vítima constatou que foi cobrada em R$ 8.246,40, valor muito superior ao combinado.

A delegada Patrícia Alemany, titular da Deat, informou que Wellington negou ter aplicado o golpe durante depoimento. Apesar da negativa, a prisão em flagrante foi mantida e ele foi encaminhado à Polinter, onde permanece à disposição da Justiça. "É um crime que vem se repetindo com frequência, especialmente em áreas turísticas", afirmou a delegada, que reforçou a importância de denúncias imediatas para coibir tais práticas.

Impacto no turismo e orientações

Casos como esses geram preocupação entre as autoridades, pois afetam a reputação do Rio de Janeiro como destino turístico. A Deat intensificou o patrulhamento na orla e orienta vendedores ambulantes a regularizarem sua situação. Turistas devem desconfiar de ofertas muito vantajosas e sempre exigir o comprovante da transação. Em caso de irregularidade, a recomendação é procurar a delegacia especializada.

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