Um homem de 65 anos, identificado como Francisco de Assis Lopes dos Santos, foi preso acusado de matar a vizinha Sabrina da Silva, de 42 anos, com um tiro na cabeça durante uma discussão por causa de água em Guarujá, no litoral de São Paulo. O crime ocorreu no dia 27 de abril, nas proximidades da Avenida Vereador Lydio Martins Corrêa. Após quase dois meses foragido, Francisco foi localizado na última sexta-feira (12) em Peruíbe.
Detalhes da prisão
De acordo com a Polícia Civil, o avanço das investigações permitiu identificar o paradeiro do suspeito, que estava utilizando a identidade do irmão para despistar as autoridades. Segundo informações da TV Tribuna, afiliada da Globo, Francisco confessou o crime e afirmou que pretendia acertar o companheiro de Sabrina quando efetuou os disparos. Após a captura, ele foi encaminhado para a Delegacia de Guarujá, onde permaneceu à disposição da Justiça. Contra ele havia um mandado de prisão temporária de 30 dias por homicídio. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o homem foi indiciado por homicídio qualificado.
O crime
Conforme o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que ouviu o marido da vítima e o suspeito discutindo porque a casa de Sabrina estava sem água. A testemunha afirmou que o suspeito teria fechado a mangueira de água da casa de Sabrina para que apenas a residência da inquilina dele fosse abastecida. A mulher chegou a retirar a vítima do local, mas Sabrina voltou sozinha para entregar a mangueira ao marido para conserto. Poucos minutos depois, a testemunha ouviu um grito: “Pelo amor de Deus, não faz isso”, seguido de três disparos de arma de fogo. Ao verificar, encontrou a amiga caída no chão, enquanto o suspeito e o marido dela fugiam.
A Prefeitura de Guarujá informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e prestou os primeiros socorros, encaminhando a vítima ao Hospital Santo Amaro (HSA). A unidade de saúde informou que a mulher deu entrada já entubada, com ferimento por arma de fogo na cabeça. “A paciente passou por exame de tomografia, mas evoluiu a óbito em seguida”, afirmou o hospital.
Família busca justiça
Em entrevista à TV Tribuna, a mãe da vítima, Sueli da Silva, contou que estava com a filha momentos antes do crime. Sabrina disse que iria para casa porque estava há três dias sem água e precisava resolver a situação. “Quando chegou lá, aquele maldito fez isso com a minha filha”, lamentou. “Meu neto de 11 anos está passando pela psicóloga, eu estou passando pela psicóloga. Eu tomo dois calmantes para dormir e não consigo dormir porque nunca imaginei na minha vida que ia perder um filho”. Sabrina deixou três filhos e três netos.
A primogênita Stéfani da Silva Freitas afirmou que não aceita a forma brutal como a mãe morreu. “Não pode ficar impune. Eu sei que nada vai trazer minha mãe de volta. Eu perdi um pedaço de mim, meus filhos vão crescer sem a avó, então eu só quero Justiça mesmo, que ele pague pelo que ele fez”, destacou.



