Policial penal do Maranhão, Gilvan Furtado Leite, de 53 anos, permanece em estado grave após um acidente de trânsito ocorrido em Teresina. O motorista responsável pelo atropelamento, Julio Cesar Carvalho Neude, foi preso em flagrante, mas liberado após pagamento de fiança em audiência de custódia. O caso gerou indignação entre familiares e colegas, que realizaram uma manifestação na sede da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT) nesta quarta-feira (10) para cobrar providências.
Detalhes do acidente
Gilvan estava em uma motocicleta com a filha de 20 anos, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA), quando foram atingidos por um carro no bairro Bela Vista, Zona Sul da capital. Segundo o primo da vítima, Mitchell, era costume do policial realizar o mesmo trajeto com a jovem para acalmá-la. “Já era de hábito dele sair com a filha dele que é autista. Sempre que ele chegava em casa, ele fazia esse percurso de moto para acalmá-la”, relatou o familiar.
Estado de saúde
O quadro de saúde dos dois é estável, mas a filha continua internada em uma unidade particular. Já Gilvan apresenta estado gravíssimo e permanece no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Familiares e amigos alegam que o motorista já respondeu por processos semelhantes e representa perigo à sociedade pela reincidência. O delegado Carlos César, da DRCT, informou que Julio Cesar não possui antecedentes por acidentes, mas sim por receptação.
Reação e protesto
Rodrigo Mendes, presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Maranhão, classificou a soltura como impunidade. A manifestação na DRCT teve como objetivo cobrar atualizações e justiça para o caso.



