O policial civil Manoel Raimundo Leite dos Santos, de 62 anos, foi morto a tiros na tarde de domingo (26) enquanto brincava com o filho de 8 anos na orla do bairro Araxá, em Macapá. O caso gerou grande comoção entre familiares, amigos, comunidade local e as forças de segurança do Amapá.
Quase 40 anos de dedicação à Polícia Civil
Manoel dedicou quase 40 anos à Polícia Civil do Amapá, atuando principalmente no município de Calçoene. Pai de quatro filhos, era conhecido pela simplicidade, humildade e dedicação em tudo o que fazia. Além do trabalho policial, destacava-se no futebol e na vida rural, mantendo uma fazenda na localidade do Irineu, onde produzia queijo artesanal e criava gado, porcos e galinhas.
Inspiração para o filho seguir carreira policial
O filho, coronel Roberto Santos, contou ao g1 que decidiu ser bombeiro inspirado pelo exemplo do pai. “Na área policial, ele sempre foi um policial exemplar. Muitas vezes resolvia ocorrências através da conversa, do diálogo, sem usar violência. Isso chamava muita atenção e me inspirou. Pela honestidade e pela forma como atuava, aí eu pensei: tenho que seguir essa carreira”, disse.
Conexão com a comunidade através do futebol
Roberto lembra que o pai sempre esteve presente nos torneios e campeonatos de futebol da cidade. “Ele sempre esteve presente nos campeonatos, seja jogando ou treinando. O futebol era uma das formas dele se conectar com a comunidade”, contou.
Produção de queijo e criação de animais
Manoel também mantinha uma fazenda na localidade do Irineu, onde produzia queijo artesanal e criava gado, porcos e galinhas. “Ele mesmo fazia o queijo e trazia para o município. Às vezes vendia, às vezes doava. Era uma forma de contribuir com a cidade”, disse Roberto.
Homenagem: nova delegacia pode receber nome do policial
O delegado de Calçoene, Michael Duarte, afirmou que Manoel era mais do que um policial da cidade: era parte da identidade local. Ele disse que vai propor que a nova delegacia receba o nome do agente. “Ele dedicou quase 40 anos à Polícia Civil. Em Calçoene, ele não era só um policial, era a cara da cidade. Ele sempre quis estar aqui. Era um profissional fantástico, todo mundo o amava dentro da equipe da Civil. Ele era um homem incrível. A luta dele não vai ser em vão, nós vamos continuar lutando… e eu vou trabalhar para que a nova delegacia de polícia se chame Manoel Raimundo”, disse Duarte.
Despedida e sepultamento
Em tom de despedida, o filho afirmou o que diria ao pai se pudesse vê-lo novamente. “Eu iria agradecer por tudo que ele fez por mim, por todos os ensinamentos e por ele fazer parte da minha vida.” O policial foi sepultado nesta terça-feira (28), no município de Calçoene, sob homenagens e comoção de familiares, amigos e da comunidade local.



