A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta terça-feira (30) uma operação contra uma organização criminosa especializada em furtar passageiros, principalmente idosos, em estações-tubo e terminais de ônibus de Curitiba. Ao todo, são cumpridos 49 mandados judiciais: 22 de prisão e 27 de busca e apreensão. Até o início da manhã, 13 suspeitos haviam sido presos. A polícia não divulgou as identidades dos detidos.
Investigação começou em janeiro e usou biometria facial
As investigações tiveram início em janeiro deste ano e contaram com imagens de câmeras de segurança e do sistema de biometria facial para identificar os suspeitos. Segundo a polícia, o grupo atuava desde 2017 em estações-tubo e terminais da capital paranaense. Apenas no último ano, foram registrados ao menos 65 boletins de ocorrência relacionados à ação da quadrilha.
Modus operandi: cerco a idosos e uso rápido de cartões
De acordo com o delegado Thiago Mendes, os criminosos agiam em grupos de quatro a dez pessoas. Eles cercavam principalmente idosos enquanto as vítimas aguardavam o embarque nos ônibus, dificultando qualquer reação. "Eles entram nas estações-tubo, principalmente na região central de Curitiba, fazem um cerco às vítimas idosas e furtam carteiras, celulares e cartões bancários. Depois utilizam os cartões em maquininhas e dividem o dinheiro entre os integrantes da associação", afirmou.
Após os furtos, os cartões eram usados rapidamente para compras, saques e transferências. Os celulares eram entregues a receptadores, responsáveis por desbloquear e revender os aparelhos.
Integrantes da mesma família e professora entre os suspeitos
A investigação também aponta que a organização tinha integrantes da mesma família e pessoas com outras profissões, que participavam dos furtos fora do horário de trabalho. Entre os investigados está uma professora da educação infantil. Todos os 22 alvos dos mandados de prisão possuem antecedentes criminais, segundo a Polícia Civil.
Possível atuação em Londrina
A polícia também investiga a atuação do mesmo grupo em Londrina, onde há registros de suspeitos ligados à organização. A operação continua em andamento para cumprir os demais mandados e identificar outros envolvidos.



