Depoimento da testemunha
A Polícia Civil de Goiás ouviu, na segunda-feira (27), uma testemunha-chave do assassinato do jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros. A dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, suspeita de matar a vítima a facadas, também feriu a própria companheira, Márcia Maria Carolli, quando ela tentou intervir. O crime ocorreu em um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia.
O delegado Vinícius Teles, responsável pelo caso, detalhou o depoimento à TV Anhanguera: "Segundo ela, a Renata desferiu um golpe na região do tórax da vítima e aí ela entrou no meio, segurou a mão dela e, nesse momento, ela sofreu uma lesão no ombro. Ela estava segurando o braço quando a Renata puxou, cortou o antebraço." A testemunha afirmou que conseguiu se desvencilhar e, junto com Delson, correu pelo corredor. Renata ainda teria ido atrás, mas voltou e se trancou no apartamento. Delson morreu no quinto andar do prédio.
Motivação do crime
Segundo o delegado, a briga começou porque Renata queria que Delson desocupasse o imóvel, que era dela. O jornalista e a dentista eram amigos há mais de 10 anos. "Houve um desentendimento porque a suposta autora, que era proprietária do apartamento, desejava a sua restituição, uma vez que havia emprestado o imóvel para que a vítima permanecesse ali por um determinado período", explicou Teles.
Renata segue presa após audiência de custódia e deve responder por homicídio e lesão corporal, de acordo com a Polícia Civil. O g1 tentou contato com a defesa de Renata, mas não obteve retorno até a última atualização.
Velório e comoção
Delson Carlos foi velado na Funerária Paz Universal e sepultado no Cemitério Vale da Paz, na terça-feira (28). Mais de 250 pessoas passaram pelo velório para prestar as últimas homenagens ao jornalista. Familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores se reuniram em clima de profunda comoção.
O caso segue sob investigação. A polícia aguarda laudos periciais para complementar as provas.



