A Polícia Civil do Rio de Janeiro ouviu médicos e assistentes sociais como parte da investigação sobre a morte do menino Arthur, de 11 anos, ocorrida após ele consumir um bolo suspeito de estar envenenado. Os depoimentos foram colhidos no início desta semana e fazem parte dos esforços para esclarecer as circunstâncias do caso.
Substâncias encontradas no organismo
Exames toxicológicos realizados no corpo da criança detectaram a presença de três substâncias: lidocaína, um anestésico local; midazolam, um medicamento com efeito sedativo; e terbufós-sulfóxido, composto popularmente conhecido como chumbinho, um potente agrotóxico usado ilegalmente como raticida. A combinação dessas substâncias levantou suspeitas de envenenamento intencional.
Depoimentos e investigação
Até o momento, nove pessoas já prestaram depoimento, incluindo familiares de Arthur e profissionais de saúde que o atenderam. A polícia busca entender como as substâncias entraram no organismo do menino e se houve negligência ou ação criminosa. O bolo consumido por Arthur foi recolhido e passa por perícia.
Histórico do caso
Arthur passou 11 dias internado em estado grave antes de falecer. Ele havia comido o bolo em uma reunião familiar no dia 1º de junho. Desde então, a polícia trabalha para reconstituir os fatos e identificar responsáveis. A família aguarda respostas e pede justiça.
A investigação segue em sigilo, mas novas testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias. O laudo pericial do bolo e de outros materiais coletados é aguardado para confirmar a origem do envenenamento.



