Polícia investiga morte de motorista de aplicativo em Rio Preto
Polícia investiga morte de motorista de aplicativo em Rio Preto

A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) segue investigando a morte do motorista de aplicativo Wilsiano Soares Novais Teixeira, de 43 anos, baleado na cabeça durante uma corrida na quinta-feira (11). O corpo foi enterrado no sábado (13) em Itu (SP).

Como ocorreu o crime

Wilsiano fazia uma corrida quando foi atingido por um tiro, perdeu o controle da direção e bateu contra um poste de iluminação. Ele não resistiu aos ferimentos. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois suspeitos fogem do veículo logo após os disparos.

Conforme apurado pela TV TEM, Wilsiano era evangélico, deixou esposa e uma filha. Ele morava em Paulínia (SP), mas havia se mudado para São José do Rio Preto há cerca de um ano. O carro, movido a energia elétrica, tinha sido adquirido recentemente.

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Comoção e homenagens

A morte causou forte comoção entre os trabalhadores da categoria. Na sexta-feira (12), motoristas de aplicativo realizaram uma passeata em uma avenida de São José do Rio Preto para homenagear Teixeira.

Suspeitos e investigação

Os suspeitos estavam no banco traseiro quando executaram o crime no bairro Nova Esperança. Eles se passaram por passageiros antes de renderem a vítima. Após atingir o motorista na cabeça, a dupla fugiu por uma das janelas do veículo.

Os investigados são um adolescente de 17 anos e o comparsa de 22. O menor foi apreendido na noite de quinta-feira. Em depoimento à polícia, ele disse que cometeu o crime por achar que o motorista era policial civil.

Confissão e motivação

Segundo informações apuradas pela TV TEM, o adolescente alegou que acreditava estar sendo procurado pela Justiça e afirmou ter pensado que o motorista era um policial civil. Ele tem passagens criminais por tráfico de drogas e roubo.

O caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte), uma vez que, de acordo com o delegado responsável pela investigação, Roberval Macedo, houve uma discussão relacionada ao pagamento da corrida momentos antes do crime.

Conforme a polícia, o adolescente afirmou ter entregue R$ 20 em dinheiro para quitar a viagem, mas questionou os R$ 2 de troco, o que deu início à discussão. Para a investigação, há indícios de uma motivação patrimonial.

O adolescente possuía uma medida de internação de 45 dias determinada pela Justiça, mas o motivo não foi divulgado. Após o assassinato, ele descartou a pistola utilizada no crime, que ainda não foi encontrada. O menor foi localizado e apreendido pela Polícia Militar e encaminhado à Fundação Casa.

O segundo suspeito não foi localizado até a última atualização desta reportagem. A polícia continua as investigações.

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