Polícia investiga uso de IA para criar montagens de nudez em escola de MG
Polícia investiga IA em montagens de nudez em escola de MG

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar uma denúncia grave envolvendo estudantes de um colégio particular em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais. Segundo a denúncia, alunos teriam utilizado inteligência artificial para criar montagens de nudez de colegas, compartilhando as imagens em um grupo de aplicativo de mensagens. O caso corre sob sigilo.

Detalhes da denúncia

De acordo com as informações registradas junto às autoridades, um grupo de alunos teria criado um grupo em um aplicativo de mensagens para compartilhar imagens manipuladas de estudantes da escola. As montagens foram produzidas com o uso de inteligência artificial a partir de fotografias reais das vítimas. Pelo menos 11 adolescentes, com idades entre 14 e 18 anos, teriam sido alvo das montagens.

O caso veio à tona depois que outras estudantes tiveram acesso às imagens e comunicaram o ocorrido às colegas. A Polícia Civil confirmou ao g1 que instaurou procedimento investigativo para apurar os fatos e que a investigação tramita sob sigilo.

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Posição da escola

Em nota, a direção do colégio informou que não compactua com qualquer situação que viole a integridade dos estudantes e afirmou que adotou medidas imediatas após tomar conhecimento do caso. Segundo a instituição, foi instaurado um procedimento administrativo interno para apurar os fatos, as estudantes afetadas receberam acolhimento e suporte, e os alunos apontados como envolvidos foram afastados preventivamente durante o período de apuração.

A escola também informou que, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não divulga informações que possam expor ou identificar os adolescentes envolvidos e pediu cautela para preservar a integridade física e emocional dos estudantes.

Impactos e próximos passos

O caso levanta preocupações sobre o uso de inteligência artificial para criar conteúdo íntimo não consensual, especialmente envolvendo menores de idade. A Polícia Civil segue com as investigações, que correm em sigilo para proteger as vítimas e garantir a apuração dos fatos. A escola permanece colaborando com as autoridades.

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