Operação da Polícia Federal mira produtora de filme sobre Bolsonaro
A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (26), um mandado de busca e apreensão na residência da dona de uma produtora de filmes responsável por um documentário sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação faz parte de uma investigação que apura possíveis irregularidades na produção e divulgação do conteúdo.
De acordo com informações da corporação, os agentes apreenderam o celular e documentos da empresária, que não teve o nome revelado. O material será analisado pericialmente para auxiliar nas investigações. A PF não detalhou o teor das suspeitas, mas acredita-se que estejam relacionadas a possíveis crimes de difamação ou incitação ao ódio.
Detalhes da operação
O mandado foi expedido pela Justiça Federal do Distrito Federal. A ação ocorreu em um bairro nobre de São Paulo, onde a produtora reside. A empresária foi ouvida pelos agentes, mas não foi presa. Ela prestou depoimento e foi liberada em seguida.
A defesa da produtora informou que colaborou com as autoridades e que todos os documentos solicitados foram entregues. Em nota, os advogados afirmaram que a busca foi desnecessária e que a cliente sempre esteve à disposição para esclarecer os fatos.
Contexto da investigação
O documentário em questão, intitulado Bolsonaro: A Verdade Não Contada, foi lançado há cerca de dois meses e gerou polêmica nas redes sociais. O filme apresenta uma versão favorável ao ex-presidente, que é investigado em outros inquéritos. Críticos apontam que a obra contém informações falsas e distorcidas.
A PF investiga se a produção violou a legislação eleitoral e se houve financiamento irregular. O caso corre em segredo de justiça.
Repercussão
Aliados de Bolsonaro criticaram a ação, classificando-a como perseguição política. Já adversários elogiaram a medida, afirmando que a Justiça deve coibir a disseminação de desinformação. O ex-presidente ainda não se manifestou oficialmente.
A expectativa é que a perícia nos equipamentos apreendidos seja concluída em até 30 dias. Enquanto isso, a produção do documentário segue disponível em plataformas de streaming, mas pode ser retirada do ar caso a Justiça determine.



