Um celular e um notebook encontrados no escritório do advogado Hélio Montilha Júnior, de 48 anos, foram apreendidos pela Polícia Civil e passarão por perícia. Os equipamentos devem auxiliar na investigação sobre a morte dele, que teve o corpo encontrado na terça-feira (7) no local onde trabalhava e morava, no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. A informação foi confirmada pelo delegado Heverton Carvalho, em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (8).
Nenhuma hipótese descartada
O investigador explicou que os equipamentos foram recolhidos durante os trabalhos periciais no local e que nenhuma hipótese sobre a morte foi descartada. "A princípio, nenhuma hipótese é descartada, por isso apreendemos os aparelhos telefônicos, computadores e notebooks, que serão encaminhados para a perícia e vão ajudar os peritos a elucidar a situação e identificar a causa da morte", disse.
Análise depende de autorização judicial
Segundo a Polícia Civil, a análise das mídias encontradas vai depender de uma autorização judicial. Além disso, conforme Carvalho, até o momento não há indícios aparentes de violência, e a principal suspeita é de que a morte tenha sido natural.
Data provável da morte
Outra hipótese inicialmente apresentada pela Polícia Civil é que Montilha tenha morrido ainda na tarde do domingo (5). Conforme o relato de um morador que pediu anonimato ao g1, ele viu o advogado pela última vez na manhã de domingo. "Acreditamos que ocorreu no período da tarde ou noite, e por ser um ambiente quente, sem ventilação, acabou favorecendo o avançado estado de decomposição no qual o corpo foi encontrado", explicou o delegado.
Corpo liberado para translado
Carvalho informou ainda que o corpo já foi liberado e deve retornar para o estado de São Paulo, cidade natal do advogado. "Os familiares já entraram em contato; acredito que ele só tem uma ex-esposa aqui [Cruzeiro do Sul]. Eles estão providenciando se conseguem fazer o translado do corpo", completou.



