Exclusão de policiais da 'Viatura do Mal' é confirmada
Dois policiais militares envolvidos no caso que ficou conhecido como 'Viatura do Mal' foram excluídos da Polícia Militar do Rio Grande do Norte 11 anos após o início da operação Novos Rumos, que revelou um esquema de corrupção e outros crimes cometidos durante patrulhamentos em Natal. A exclusão foi publicada no Boletim Geral na segunda-feira (22) e confirmada pela corporação, que não divulgou os nomes dos policiais.
Operação Novos Rumos revelou esquema criminoso
O caso ganhou repercussão nacional em 2015, quando a operação Novos Rumos, do Ministério Público do Rio Grande do Norte, apontou que policiais militares da viatura 924 do 9º Batalhão, responsável pela Zona Oeste de Natal, recebiam propina, praticavam furtos, tortura e permitiam o tráfico de drogas na Grande Natal. As investigações incluíram interceptações telefônicas e escutas instaladas dentro da própria viatura, que registraram diálogos entre os agentes durante o serviço.
Conversas revelam desprezo pela honestidade
Em uma das conversas, policiais chegaram a afirmar que 'honestidade não vale nada' e questionaram por que deveriam ser honestos 'se os políticos não são'. As escutas mostraram o grupo de PMs recebendo até galinhas como propina para liberar suspeitos de crimes e permitir o tráfico de drogas na Região Metropolitana de Natal.
Denúncias e prisões
Ao todo, 15 policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público. A Vara da Auditoria Militar expediu 12 mandados de prisão, cumpridos por policiais do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) e do Batalhão de Choque da PM (BPChoque). Em 2019, seis policiais militares foram condenados e presos em decorrência da operação Novos Rumos, sendo levados para o Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Natal.
Repercussão nacional
O caso, que ficou conhecido como 'Viatura do Mal', teve repercussão nacional e foi tema de reportagem do programa Fantástico, da TV Globo. O g1 questionou a corporação sobre a quantidade de militares excluídos em decorrência da operação e se ainda há procedimentos administrativos em andamento, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.



