PMs confundem régua com fuzil e matam pedreiros no RJ
PMs confundem régua com fuzil e matam pedreiros

Os policiais envolvidos na ação que resultou na morte dos pedreiros Marcelo da Cruz Silva e Edvan Felipe de Assis admitiram em depoimento que confundiram uma ferramenta com um fuzil. A dupla estava em uma moto e transportava uma régua de medição para usar em uma obra. Segundo o RJ2, os militares relataram aos policiais civis da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) que acreditavam que a dupla carregava armamento e que no local havia forte neblina. Eles também afirmaram que algumas das câmeras corporais estavam descarregadas.

Investigação e perícia

A Polícia Civil realizará perícia nas armas e solicitou a íntegra das imagens das câmeras corporais para entender como foi a ação. Os agentes foram afastados das ruas.

Enterro e comoção

Nesta quinta-feira, aos gritos de “justiça”, familiares e amigos enterraram o corpo de Marcelo da Cruz Silva no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo. Do lado de fora do cemitério, dez viaturas policiais do 1º BPM (São Gonçalo), do 7º BPM (Niterói) e do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) aguardavam o fim do sepultamento. Segundo um dos agentes, eles foram direcionados ao local para conter manifestações dos moradores do Jardim Catarina. Na quarta-feira (28), um protesto foi realizado na BR-101, perto do Jardim Catarina, em São Gonçalo.

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Na Avenida Nilo Peçanha, outras quatro viaturas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e duas da Guarda Municipal cercaram o local. Ao entrarem no cemitério, parentes se indignaram com a presença dos agentes. — É um desrespeito, depois de tudo o que aconteceu, vocês virem aqui! — revoltou-se uma das familiares.

A mãe do filho de Marcelo Silva, Lúcia Almeida, também se revoltou e desabafou. O menino estava em tratamento psicoterápico com o apoio do pai. — Ele me perguntou: “o polícia foi preso?” Meu filho me faz perguntas e eu não sei o que responder — diz Lúcia Almeida, de 37 anos, mãe de Vitor Almeida, de 8 anos.

Reações e repercussão

O caso gerou grande comoção e revolta na comunidade. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da morte dos pedreiros.

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