PM dá soco em caminhoneiro durante greve da MP do Frete em Santos
PM soca caminhoneiro em protesto pela MP do Frete em Santos

Um policial militar deu um soco na cabeça de um caminhoneiro durante um protesto da categoria em Santos, no litoral paulista, na manhã desta terça-feira (14). O vídeo do ocorrido viralizou nas redes sociais. A paralisação, que já dura dois dias, é motivada pela cobrança de votação da Medida Provisória (MP) 1.343, conhecida como MP do Frete, que altera as regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas.

Confusão durante protesto

Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, a confusão começou após um motorista furar a paralisação, gerando revolta entre os grevistas. A Polícia Militar informou que uma pedra foi atirada contra o veículo que seguia viagem. O ato motivou a intervenção dos agentes e terminou com o soco no caminhoneiro. A identidade dele não foi divulgada, e não há informação de que tenha sido o responsável por arremessar a pedra.

MP do Frete e mobilização

A MP do Frete amplia as punições para empresas que descumprirem a tabela oficial do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas perde a validade nesta quinta-feira (16) caso não seja votado pelo Senado. A urgência motivou a mobilização nacional da categoria. Na Baixada Santista, os caminhoneiros autônomos foram orientados pelos sindicatos a não aceitar novos fretes na região portuária até que a proposta seja incluída na pauta de votação em Brasília.

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Reflexos da greve

O principal reflexo do protesto atinge o trânsito, com filas de veículos comerciais e lentidão nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) em direção aos pátios reguladores. Apesar da concentração de manifestantes nos acessos desde segunda-feira (13), a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que as operações de carga e descarga nos terminais transcorrem normalmente.

O g1 procurou o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos), a PM e a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). Não houve resposta até a última atualização desta reportagem.

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