O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube votou nesta terça-feira pela expulsão de Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, ex-diretor do clube social. A decisão reverteu o parecer da Comissão de Ética, que havia recomendado apenas uma suspensão de 120 dias. Dedé é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por suposta corrupção, gestão temerária, prejuízo financeiro e dano à imagem do clube.
Investigações em andamento
Há um inquérito policial em andamento, conduzido pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, para apurar possíveis crimes cometidos por Dedé enquanto diretor social. Esta é a terceira investigação que tem o São Paulo como vítima. A Comissão de Ética havia determinado que Dedé seria submetido a um julgamento sobre dano à imagem do clube, com previsão de suspensão de 90 dias, acrescida de um terço por fazer parte da diretoria, totalizando 120 dias. No entanto, o Conselho Deliberativo optou pela expulsão.
O caso FGoal
Em fevereiro, o São Paulo rescindiu unilateralmente o contrato com a FGoal, empresa que prestava serviços de alimentação e bebida no Morumbis em dias de eventos. O clube alegou que a empresa realizou saques indevidos no sistema de pagamentos do clube social. O contrato era válido até 2029. Na época, Dedé era diretor social. A FGoal defende que tinha autorização de Dedé para atuar na sede social e que a rescisão teve motivação política. A empresa foi substituída pela GSH.
A carta de Dedé
A FGoal protocolou duas ações contra o São Paulo. Na última, anexou uma carta escrita a punho por Dedé, datada do último dia 14, na qual ele afirma que autorizou verbalmente, junto à diretoria financeira, a FGoal a assumir a operação com a contratação de três funcionários. O custo estimado era de cerca de R$ 395 mil, valor que, segundo ele, poderia ser retirado das movimentações da plataforma. Dedé diz que a diretoria financeira tinha acesso à plataforma e acompanhava relatórios e fluxo financeiro. Ele afirma que os valores recebidos pela FGoal eram destinados ao pagamento de prestadores de serviço, o que poderia ser comprovado por registros e e-mails entre a empresa e dirigentes do clube. Após a apresentação da carta, a FGoal retirou o processo.
Repercussão
A expulsão de Dedé marca um desfecho para o caso, mas as investigações policiais e do Ministério Público continuam. O São Paulo não se pronunciou oficialmente sobre a decisão do Conselho Deliberativo.



