Na noite de segunda-feira, 13, um piloto de avião particular reportou a um controlador de voo ter sentido 'calafrios' ao avistar duas luzes no céu do Paraná, durante o trajeto entre Maringá e Londrina. O áudio da conversa, obtido pelo portal G1, viralizou nas redes sociais. No registro, o piloto descreve as luzes como 'muito rápidas', intensas e com movimentos circulares, e questiona se outros já relataram fenômeno semelhante.
Diálogo entre piloto e controlador
O piloto iniciou o contato perguntando: 'Uma pergunta. Alguém, alguma noite, reportou para vocês aí uma aparição de algumas luzes, assim, lá pro oeste nosso aqui, tipo proa 290, 300? Uma curiosidade'. O controlador respondeu: 'Não. Negativo. A gente recebeu, há pouco, um reporte da Torre Londrina sobre algumas coisas bem nesse setor oeste do terminal'. Ao ser questionado se identificaram algo, o controlador afirmou: 'Não, por enquanto não. Tráfegos, mesmo, não há nada previsto, nenhum de conhecimento nosso'.
Sensação de calafrios e fenômeno 'sensacional'
O piloto sugeriu que o objeto poderia ser 'um planeta', mas destacou que o que observava era 'sensacional' e provocava 'calafrios'. 'Olha, eu vou deixar o meu reporte aqui. Sinceramente, é sensacional. E, assim, dá um calafrio na gente na hora que a gente avista as duas luzes perto daquela luz. Tem uma luz lá pra frente, que eu não sei se é planeta ou o que é, muito distante, que ela tá sempre lá, né? Mas dá um calafrio na gente quando a gente vê as luzes, e é de intensidade muito forte e de movimento muito rápido. É inacreditável', comentou.
Quando perguntado sobre a distância, o piloto respondeu: 'Não. Negativo. É, sei lá, é muito estranho. Eu não vou afirmar nada muito além, não, porque vai parecer até uma brincadeira da nossa parte, mas é muito distante, é alto e muito rápido o deslocamento das luzes quando elas aparecem. Parece que voam em círculos, assim. Nós avistamos duas, tá?'
Especialista descarta origem extraterrestre
Fabio Faria, pós-graduado em Gestão Aeroportuária e Gestão de Linhas Aéreas, explicou ao G1 que relatos de pilotos sobre luzes desconhecidas são comuns e fazem parte dos procedimentos padrão de segurança da aviação. 'A comunicação à Defesa Aérea deve ser compreendida como um procedimento relacionado à segurança e ao controle do espaço aéreo, e não como uma confirmação de qualquer origem extraterrestre', afirmou.
Faria também informou que recebeu registros de luzes no céu de Londrina no mesmo horário da comunicação. Sua hipótese é que o fenômeno esteja associado à passagem de satélites da constelação Starlink, com o brilho gerado pelo reflexo da luz solar nos corpos e painéis dos equipamentos.



