A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (30), durante operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, Clayton Combe Ribeiro, de 31 anos, suspeito de ser o administrador de uma fábrica de armas de fogo, em escala industrial, para facções criminosas do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo chegou a fabricar cerca de 3,5 mil fuzis por ano para abastecer as quadrilhas do Comando Vermelho e enviar armas para o Complexo do Alemão e a Rocinha.
Prisões e apreensões
Junto com Clayton, a PF prendeu outros dois homens, um deles em flagrante e o outro foragido da Justiça. Um fuzil foi apreendido pelos policiais. Desde o início da tarde desta terça, policiais federais percorreram com blindados ruas do Morro do Timbau e da Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré. Um helicóptero também sobrevoou as comunidades.
Investigação conjunta
As investigações da quadrilha que originaram a operação Forja ocorreram em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF). Em outubro de 2023, na operação Wardogs, a Polícia Federal prendeu Silas Diniz Carvalho, apontado como chefe do esquema, em uma mansão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. No local havia 47 fuzis.
A prisão desdobrou em novas investigações, que levaram à descoberta de que a quadrilha montou uma fábrica de fachada na cidade de Santa Bárbara D'oeste, em São Paulo para a produção e comércio ilegal de armas de fogo. A maioria das armas era destinada à fabricação de fuzis da plataforma AR.
Evidências e compartilhamento
No celular de Clayton, os investigadores encontraram arquivos de vídeo com imagens de modelagem em 3D de componentes de fuzis. Os dados da investigação serão compartilhados com a PF, em Minas Gerais, e com o MP de São Paulo que possuem procedimentos que apuram a fabricação de armas nestes estados. Após chegar à PF, Clayton foi levado para o sistema penitenciário do Rio.



