A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira (28) um suspeito de integrar um grupo criminoso dedicado a cometer crimes sexuais contra mulheres sedadas, em Castanhal, na região metropolitana de Belém, Pará. A ação corresponde à terceira fase da Operação Somnus, que também resultou na prisão de outro investigado no Rio Grande do Sul.
Funcionamento do grupo criminoso
Segundo a PF, os suspeitos participavam de grupos na internet voltados ao compartilhamento de fotos e vídeos com cenas de violência sexual contra mulheres desacordadas. Além disso, trocavam informações sobre substâncias com propriedades sedativas e formas de utilizá-las para supostamente cometer os abusos e registrar as agressões. A investigação revelou que um dos suspeitos teria praticado os crimes contra a própria esposa, enquanto o outro é suspeito de abusar sexualmente de familiares.
Materiais apreendidos e medidas judiciais
Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu medicamentos, telefones celulares e computadores, que serão submetidos a perícia para aprofundar as investigações. No Pará, foi cumprido um mandado de prisão temporária; já no Rio Grande do Sul, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva. A operação contou com a cooperação internacional coordenada pela Europol.
Histórico da Operação Somnus
A Operação Somnus teve início em 2025, após informações compartilhadas pela Polícia Criminal da Alemanha (BKA). As investigações apontam a atuação de uma rede transnacional voltada ao compartilhamento de registros de abusos sexuais contra mulheres sedadas. Até o momento, as autoridades não divulgaram o número total de vítimas ou de envolvidos, mas a PF segue analisando o material apreendido para identificar outros possíveis participantes.
Possíveis crimes e penalidades
Os investigados poderão responder por estupro de vulnerável, divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, registro não autorizado da intimidade sexual e outros crimes que possam ser identificados ao longo da investigação. A PF reforça a importância de denúncias anônimas para coibir esse tipo de crime, que muitas vezes ocorre no ambiente doméstico ou digital.
Com as prisões desta terça-feira, a Operação Somnus soma três fases, todas focadas no desmantelamento de redes que exploram sexualmente mulheres em estado de inconsciência induzida por drogas. A cooperação com a Europol e a BKA demonstra o caráter transnacional do crime, que exige ações integradas para combater o compartilhamento de material de abuso.



