PF mira fraudes no Fundeb e SUS no Piauí em operações
PF mira fraudes no Fundeb e SUS no Piauí

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (7) as operações Holding II e Conflictus II, que miram grupos empresariais suspeitos de fraudar licitações e desviar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Sistema Único de Saúde (SUS) no Piauí. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os investigados atuavam dentro da administração pública de municípios piauienses para obter contratos e desviar verbas federais.

Operações simultâneas em municípios piauienses

As operações são realizadas em conjunto entre a PF e o MPF, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços ligados aos investigados, incluindo prefeituras e empresas. Ainda não há balanço oficial do número de mandados ou de pessoas presas. A reportagem está em atualização.

Desvios no Fundeb e SUS

O Fundeb é o principal fundo de financiamento da educação básica no Brasil, enquanto o SUS financia a saúde pública. O desvio desses recursos compromete serviços essenciais à população. As investigações apontam que os grupos empresariais utilizavam empresas de fachada e contratos superfaturados para desviar dinheiro público.

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Em nota, a PF informou que as operações visam desarticular organizações criminosas que atuavam em prefeituras do estado. “As investigações indicam que os suspeitos montaram um esquema de fraudes a licitações, com conluio entre empresários e servidores públicos”, diz a nota.

Antecedentes das investigações

As operações Holding II e Conflictus II são desdobramentos de investigações anteriores. A primeira fase da Holding foi deflagrada em 2023, também no Piauí. Agora, os agentes buscam aprofundar as apurações em novos municípios e contratos suspeitos.

O MPF ressalta que os crimes investigados incluem peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

A população pode denunciar irregularidades pelo canal da PF ou do MPF. As investigações seguem em sigilo judicial.

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