PF investiga tensão em operação contra gado ilegal no Pará
PF investiga tensão em operação contra gado ilegal no PA

A Polícia Federal instaurou um procedimento investigativo para apurar fatos relacionados à Operação Pasto Nullus, realizada na Estação Ecológica da Terra do Meio, unidade de conservação localizada entre os municípios de Altamira e São Félix do Xingu, no sudoeste do Pará. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (11), após a corporação tomar conhecimento de informações que apontam para um cenário de tensão, resistência à atuação de órgãos públicos e mobilização de grupos locais durante a ação de fiscalização.

A operação foi conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Força Nacional de Segurança Pública, e teve como foco o combate à criação ilegal de gado em áreas protegidas e embargadas da unidade de conservação. Segundo a Polícia Federal, o objetivo das diligências é coletar e analisar informações para apurar eventuais condutas ilícitas e identificar possíveis responsáveis. As ações incluem o monitoramento da situação e outras medidas voltadas ao acompanhamento dos desdobramentos do caso.

Episódio de tensão

A investigação foi aberta um dia após um episódio registrado durante a operação. Na terça-feira (9), cerca de 90 cabeças de gado foram soltas e se dispersaram na região da rodovia Transiriri, próxima à Vila Fumaça, zona rural de São Félix do Xingu. Segundo o ICMBio, a ação teve como objetivo impedir a retirada dos animais pelos agentes de fiscalização.

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A Operação Pasto Nullus foi deflagrada em 3 de junho para combater o desmatamento ilegal e a pecuária irregular dentro da Estação Ecológica da Terra do Meio. De acordo com o ICMBio, os animais estavam sendo criados em áreas de proteção integral e em locais já embargados pelo órgão ambiental.

Irregularidades na pecuária

O instituto informou que a retirada de rebanhos mantidos em áreas desmatadas ilegalmente tem sido adotada como estratégia para interromper atividades consideradas irregulares e reduzir a pressão sobre áreas protegidas. Além da ocupação irregular da unidade de conservação, o ICMBio afirma que os animais não estavam declarados junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o que configuraria irregularidade na atividade pecuária.

Em nota, a Polícia Federal destacou que a complexidade logística da região também é considerada no acompanhamento dos fatos. Embora a maior parte da unidade de conservação esteja localizada em Altamira, o acesso operacional mais viável ocorre por São Félix do Xingu, fator que influencia o planejamento das ações de fiscalização e segurança pública. A corporação informou que segue acompanhando os desdobramentos do caso e adotando as providências necessárias para a apuração dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.

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