Perito do IML descarta queda acidental como causa da morte de Henry Borel
O perito criminal do Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, Rogério de Oliveira, afirmou nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, que as lesões encontradas no corpo do menino Henry Borel são incompatíveis com uma queda acidental. A declaração foi feita durante o julgamento do médico Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e da mãe do menino, Monique Medeiros, no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
O perito explicou que as fraturas múltiplas e os hematomas apresentados por Henry não condizem com uma simples queda de uma altura de 1,5 metro, como foi alegado pela defesa. Segundo Oliveira, as lesões são típicas de agressão violenta, com impacto repetido ou força extrema, indicando que a criança foi espancada antes de morrer.
Mãe deixa o plenário durante exibição de fotos
Durante a sessão, Monique Medeiros pediu para deixar o plenário quando fotos do corpo de Henry foram exibidas pelo Ministério Público. Ela foi autorizada pelo juiz a se retirar, mas permaneceu sob custódia em uma sala anexa. A defesa de Monique alegou que ela não suportava ver as imagens do filho morto.
Jairinho, por outro lado, acompanhou a exibição das fotos sem demonstrar emoção aparente. O réu é acusado de torturar e matar Henry, enquanto Monique é acusada de omissão e participação indireta no crime.
Laudo pericial contradiz versão da defesa
O laudo pericial apresentado pelo IML contradiz a versão da defesa de que Henry teria caído da cama enquanto brincava. O perito Rogério de Oliveira destacou que as lesões internas, como ruptura do fígado e hemorragia interna, são incompatíveis com uma queda de baixa altura. Ele também mencionou que o menino apresentava sinais de asfixia, o que reforça a tese de homicídio qualificado.
O julgamento, que começou na última quinta-feira, 28 de maio, deve se estender por mais alguns dias. O Ministério Público pede a condenação de ambos os réus por homicídio qualificado, tortura e omissão de socorro.



